Em vídeo compartilhado nas redes sociais, a parlamentar define a decisão como "ditatorial"
Após ser afasta provisoriamente do cargo de secretária-geral do PSB em virtude de uma investigação que apura seu suposto envolvimento na facção criminosa Bonde dos 40, a vereadora de Teresina Tatiana Medeiros se posicionou. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, a parlamentar relata que foi pega de surpresa com a decisão da sigla partidária.
“Recentemente fui pega de surpresa, praticamente junto com a mídia, de uma decisão monocrática e ditatorial do então Presidente senhor Washington Bonfim me afastando do cargo de secretária geral do PSB o partido qual sou filiada e foi eleita a vereadora”, abordou.

A Polícia Civil também investiga a suposta interferência do grupo criminoso da capital na eleição de 2024, onde a vereadora foi eleita com 2.925 votos. Além disso, Tatiana Medeiros está na mira de uma representação do Conselho de Ética e Fidelidade do PSB, o qual deve decidir pela sua permanência ou não no partido político.
Ainda definindo a ação como “ditatorial” partida do secretário estadual de Planejamento, Washington Bonfim, a vereadora definiu o afastamento do cargo partidário como desrespeito aos princípios da Constituição Federal. Diante do pronunciamento, Tatiana afirmou que não responde nenhum processo, seja ele criminal ou partidário, apontando que, caso respondesse, a decisão de afastamento somente poderia ser tomada após o julgamento.
“Nós sabemos que todos nós temos direito ao princípio da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência, visto que eu não respondo nenhum tipo de processo, nem no âmbito criminal, nem no âmbito eleitoral e nem no âmbito cível e muito menos partidário. E mesmo que eu respondesse, um tipo de decisão dessas só poderia ser tomada depois do trânsito e julgado”, apontou.
Concluindo, a parlamentar alegou sofrer perseguição política e levantou questionamentos sobre tal ação: “Será que é porque eu não venho de uma família tradicional? Ou porque eu nasci na periferia e defendo os menos favorecidos? Ou porque sou mulher e assumir um cargo público?”.
fonte conectapiaui.com.br