O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da 49ª Promotoria de Justiça de Teresina, obteve, na última quinta-feira (09), decisão favorável em uma ação civil pública com pedido liminar, ajuizada para solicitar medidas de acolhimento digno e seguro aos indígenas venezuelanos da etnia Warao abrigados em Teresina.
A decisão da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina foi tomada depois de um procedimento ministerial que apontou omissões na assistência aos indígenas acolhidos em abrigos mantidos pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) da capital piauiense.
Até o ano de 2022, a Semcaspi oferecia assistência aos imigrantes em parceria com a Associação Beneficente São Paulo Apóstolo, que continuou prestando serviços de acolhimento, de forma voluntária e com recursos próprios, mesmo após o encerramento de um convênio com o poder público municipal. Depois desse período, a 49ª PJ de Teresina apurou que houve descontinuidade dos serviços prestados pela Semcaspi, o que deixou a população vulnerável à insegurança alimentar e sem acompanhamento técnico adequado.
Em atendimento aos pedidos requeridos na ação civil pública (ACP), o juiz Litelton Vieira de Oliveira determinou que o município de Teresina providencie uma equipe de referência, com orientadores sociais, técnicos de nível superior e educadores, capacitados para trabalharem nos três espaços de acolhimento mantidos pela prefeitura.
A medida também contempla a distribuição de alimentos e materiais de higiene, que, de acordo com a determinação, deve ocorrer uma vez por semana. Representantes de entidades de apoio humanitário relataram ao MPPI que os abrigos chegaram a receber alimentos com atrasos de até 60 dias.
Além disso, o município de Teresina deve garantir a realização de serviços de manutenção nas unidades de acolhimento e providenciar transporte para as equipes de referência. A inclusão profissional dos indígenas, que enfrentam barreiras culturais desde sua chegada ao território piauiense, também foi citada pela decisão, que elenca uma série de medidas de garantia da inserção produtiva da população atendida.
A 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina estabeleceu um prazo de até 30 (dias) para o estabelecimento das medidas, com possibilidade de multa diária de R$ 1000,00 (mil reais), até o limite de R$ 30 mil, em caso de descumprimento.
Fonte MPPI
Coordenadoria de Comunicação Social Ministério Público do Estado do Piauí - MPPI
Produzidas 100% à mão, as peças criadas por Cícero Juvenal já chegaram a diversos estados brasileiros e países como Chile, Argentina e México…
O que para muitos poderia parecer apenas uma ideia inusitada tornou-se uma verdadeira expressão de talento, criatividade e perseverança. Em Marcolândia, Cícero Juvenal de 33 anos, transformou um sonho em uma atividade que hoje desperta a curiosidade e a admiração de pessoas de diferentes estados brasileiros e até de outros países.
Conhecido nas redes sociais pelas miniaturas de turbinas eólicas que produz artesanalmente, Cícero vem chamando a atenção pela riqueza de detalhes de cada peça. O trabalho, feito inteiramente à mão, é resultado de anos de dedicação, aperfeiçoamento e, acima de tudo, da coragem de acreditar em uma ideia que nasceu enquanto observava a transformação da paisagem da região com a chegada dos parques eólicos.
Em entrevista ao Cidades na Net, o artesão relembrou como tudo começou e contou que a inspiração surgiu antes mesmo de fabricar sua primeira miniatura.
“Eu sou natural de Padre Marcos. Na época em que começaram as obras dos parques eólicos aqui entre Marcolândia, Padre Marcos e Simões, recebi uma proposta para trabalhar em Marcolândia como motorista. Foi justamente nesse período que tive um sonho. Sonhei que construía uma miniatura de turbina eólica. Era um protótipo bem simples, sem muitos detalhes, mas funcionava. Quando acordei, fiquei com aquilo na cabeça”, expressou.
Segundo ele, a convivência diária com as estruturas gigantescas dos aerogeradores acabou alimentando ainda mais esse desejo.
“Quando começaram a montar as bases das turbinas, aquilo mexeu muito comigo. Acho que foi daí que nasceu essa inspiração. Depois daquele sonho, eu disse para mim mesmo que precisava colocar aquilo em prática para descobrir se realmente daria certo”, acrescentou.
O início foi marcado por desafios
Entre a inspiração e o primeiro modelo pronto existiu um caminho cheio de dificuldades. Sem equipamentos especializados, conhecimento técnico ou uma estrutura adequada, Cícero precisou aprender praticamente tudo sozinho.
“Foi muito difícil no começo. Eu não conhecia muita gente aqui em Marcolândia, não tinha estrutura para produzir algo com qualidade e também não sabia exatamente como fazer. Mas fui insistindo, errando, tentando de novo e, aos poucos, consegui aperfeiçoar cada detalhe”, explicou.
Hoje, cada miniatura é produzida manualmente utilizando materiais como PVC, MDF e metalon. Diferente do que muitas pessoas imaginam, nenhuma etapa é feita por impressoras 3D.
“É um artesanato cem por cento feito à mão. Eu não utilizo máquina 3D. Tenho apenas uma esmerilhadeira e uma furadeira. Deus me deu esse sonho, me deu essas mãos e as ideias. O restante é dedicação”, disse.
Muito além da aparência, as miniaturas impressionam porque realmente funcionam. Cada unidade exige um processo minucioso que envolve corte, lixamento, pintura, montagem, instalação elétrica e testes.
Segundo Cícero, nenhuma peça sai da oficina antes de ser completamente revisada.
“Levo, em média, dois dias para concluir uma miniatura. Primeiro faço todos os cortes, depois lixo cada peça, realizo a pintura e espero secar. No dia seguinte faço toda a montagem, a instalação elétrica e, por último, os testes para garantir que tudo funcione perfeitamente”, destacou.
Ao comparar os primeiros modelos com os atuais, ele reconhece a grande evolução conquistada ao longo dos anos.
“Mudou muita coisa. Hoje o acabamento é outro, o design evoluiu bastante, os detalhes ficaram muito mais refinados. Cada nova peça representa um aprendizado”, pautou.
A primeira venda e o reconhecimento
A primeira miniatura foi comprada por uma tia de sua esposa. A reação da família acabou impulsionando algo muito maior.
“Ela ficou encantada. Depois vieram os vizinhos, os amigos e as pessoas da comunidade. Todo mundo perguntava quem tinha feito. Foi aí que comecei a perceber que aquilo realmente poderia dar certo”, enfatizou.
O reconhecimento ultrapassou rapidamente os limites de Marcolândia.
Hoje, as miniaturas produzidas já chegaram a praticamente todos os estados brasileiros. E a arte criada no interior do Piauí também cruzou fronteiras.
“Já tenho miniaturas no Chile, na Argentina e no México. Geralmente quem compra aqui no Brasil leva para fora do país. É uma felicidade enorme saber que meu trabalho chegou tão longe”, falou.
Os desafios continuam
Apesar do sucesso conquistado, Cícero afirma que ainda enfrenta obstáculos para expandir o negócio. A principal dificuldade está na aquisição de materiais, já que boa parte precisa ser comprada em outras cidades ou estados. Além disso, ele ainda não possui um espaço próprio para expor suas peças.
“Metade dos materiais vem de fora. Também não tenho uma loja física. As miniaturas ficam guardadas em casa, em um quarto que reservei para isso. Outro desafio é a divulgação. Eu não tenho muita habilidade para criar conteúdos e fazer meu trabalho alcançar mais pessoas”, falou.
Um sonho que continua crescendo
Ao falar sobre sua profissão, Cícero emociona-se ao definir as miniaturas como um presente recebido de Deus. Para ele, fabricar turbinas em escala reduzida nunca foi apenas uma atividade comercial.
“É uma gratidão enorme. Essa arte foi Deus quem me deu. Todos os dias agradeço por esse dom. Não faço isso pensando apenas no lucro. Faço porque amo. É um sonho que saiu do papel e virou realidade. Saber que meu trabalho inspira outras pessoas é algo que não tem preço”, expessou.
Mesmo com o reconhecimento conquistado, Cícero acredita que ainda está apenas no começo de sua trajetória. Seu maior desejo é abrir uma loja física, onde os visitantes possam conhecer de perto seu trabalho.
“Meu sonho é ter um espaço onde as pessoas possam entrar, escolher as miniaturas, encontrar camisetas, bonés, canecas e outros produtos relacionados às turbinas. Quero criar um ambiente agradável, onde as pessoas também possam tirar fotos e conhecer toda essa história”, salientou.
O artesão deixou uma mensagem para quem ainda sonha em transformar uma ideia em realidade.
“Nunca pare de sonhar. Continue acreditando, confie em Deus, tenha coragem, perseverança e foco. As coisas acontecem no tempo certo. Se você não desistir, sua hora também vai chegar”, concluiu.
A história de Cícero Juvenal mostra que grandes realizações nem sempre começam em grandes centros ou com grandes investimentos. Às vezes, elas nascem de um sonho, da coragem de dar o primeiro passo e da determinação de quem acredita que o impossível pode, sim, ganhar forma pelas próprias mãos.
Grupo usava técnica de troca de chips para invadir contas bancárias e aplicar golpes
Dez pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (15) durante a Operação Chip Falso, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e invasões de sistemas. A ação, coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), cumpriu 30 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, além de recolher celulares, computadores e outros equipamentos utilizados pelo grupo.
Foto: Reprodução
Segundo o delegado Humberto Mácola, os investigados utilizavam a técnica conhecida como SIM Swap, que consiste na transferência fraudulenta da linha telefônica da vítima para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso ao número, a quadrilha conseguia assumir contas de WhatsApp, redes sociais e aplicativos bancários, realizando transferências indevidas, clonagem de cartões de crédito e aplicando golpes contra familiares e contatos das vítimas. A investigação aponta que ao menos 50 pessoas foram lesadas em diversos estados do país.
Foto: Reprodução
As investigações revelaram que a central operacional da organização funcionava em uma residência em Teresina. No local, os criminosos utilizavam documentos falsificados, dados pessoais, biometria facial manipulada e até imagens geradas por inteligência artificial para burlar sistemas de validação de identidade. De acordo com a Polícia Civil, cerca de 100 pessoas também teriam cedido voluntariamente documentos e informações biométricas em troca de vantagens financeiras, podendo responder criminalmente por participação no esquema.
A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para identificar outros integrantes da organização e possíveis ramificações em diferentes estados. O delegado Humberto Mácola orientou que qualquer perda repentina do sinal do telefone celular pode indicar uma fraude em andamento e recomendou que o usuário entre imediatamente em contato com a operadora. A SSP-PI também reforçou o alerta para que a população nunca compartilhe documentos, senhas ou biometria facial com terceiros, a fim de evitar novos golpes.
O Núcleo de Atendimento às Vítimas do Ministério Público do Estado do Piauí (NAVI/MPPI) divulgou o Anuário NAVI 2025, um estudo que apresenta um diagnóstico detalhado sobre casos de violência grave acompanhados pelo órgão ao longo do ano passado.
O levantamento analisou 219 casos atendidos pelo núcleo e revelou um cenário preocupante: meninas e adolescentes são as principais vítimas de violência, especialmente de abusos sexuais cometidos dentro do ambiente familiar ou por pessoas próximas.
A pesquisa foi coordenada pela promotora de Justiça Itanieli Rotondo e reuniu informações extraídas do Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP), incluindo relatórios técnicos, boletins de ocorrência, notícias de fato e documentos produzidos pelas Promotorias de Justiça.
Meninas são maioria entre as vítimas
Os dados mostram uma forte desigualdade de gênero entre as vítimas atendidas pelo NAVI. Do total analisado, 83,6% (183 casos) envolvem pessoas do sexo feminino.
A faixa etária mais atingida está concentrada entre crianças e adolescentes:
Adolescentes de 12 a 17 anos: 46,6% dos casos (102 vítimas);
Crianças de 0 a 11 anos: 41,1% (90 vítimas);
Adultos com 18 anos ou mais: 12,3% (27 casos).
Os números reforçam a vulnerabilidade de meninas durante a infância e adolescência, principalmente em situações de violência praticada por pessoas do próprio convívio.
Abuso sexual é principal tipo de violência registrado
Entre os casos acompanhados pelo NAVI, o abuso sexual aparece como a forma de violência mais frequente. Ao todo, 174 vítimas, o equivalente a 79,5% da amostra, sofreram esse tipo de violação.
Nesse grupo estão casos relacionados a estupro de vulnerável, atos libidinosos, importunação sexual e outras situações de suspeita ou confirmação de abuso.
Outros tipos de violência identificados foram:
Violência física sem relação sexual: 6,8%;
Negligência ou abandono: 4,1%;
Violência psicológica ou ameaça: 3,2%;
Exposição sexual na internet: 2,3%.
Maioria dos casos ocorre dentro do ambiente familiar
Um dos principais alertas apresentados pelo anuário é que o ambiente doméstico, que deveria representar proteção, aparece como o principal cenário das violações.
A análise dos casos mostra que muitos agressores são pessoas próximas às vítimas, com vínculos familiares ou de confiança. Entre os principais responsáveis identificados estão:
Padrastos: 22,4% dos casos (49 registros);
Pais biológicos: 11,9% (26 casos);
Vizinhos e amigos da família: 11% (24 casos);
Tios: 8,7% (19 casos);
Avôs: 6,4% (14 casos).
O estudo também registrou a participação de outras crianças e adolescentes como autores de violência em 7,3% dos casos.
Segundo o NAVI, a presença frequente de agressores do círculo familiar evidencia a dificuldade de identificação e denúncia desse tipo de crime, que muitas vezes permanece escondido por medo, dependência ou vínculos afetivos.
Zona rural enfrenta desafios para denunciar
Embora a maioria dos casos analisados tenha origem na área urbana de Teresina (84,1%), o anuário também chama atenção para as vítimas da zona rural, que representam 15,9% dos registros.
O relatório aponta que moradores de áreas mais afastadas podem enfrentar dificuldades maiores para buscar ajuda, devido a problemas como distância, falta de transporte e limitações no acesso aos canais de denúncia.
Essas barreiras contribuem para a subnotificação da violência e dificultam o rompimento dos ciclos de abuso.
MPPI destaca prevenção e atendimento especializado
Diante dos dados apresentados, o NAVI/MPPI reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção e capacitação de profissionais das áreas de educação e saúde para identificar sinais de violência de forma mais rápida.
O núcleo também destaca a importância da escuta qualificada no atendimento às vítimas. Para isso, foi desenvolvido um Manual de Escuta Qualificada pelo setor de Psicologia do NAVI, com orientações para um atendimento humanizado e adequado, evitando a revitimização das pessoas atendidas.
O documento diferencia a escuta de acolhimento, a escuta especializada voltada à proteção e o depoimento especial, utilizado em procedimentos judiciais.
Como denunciar
Pessoas vítimas de violência ou que tenham conhecimento de situações de violação de direitos podem procurar atendimento junto ao NAVI/MPPI pelos seguintes canais:
Atendimento presencial: Casa da Cidadania — Rua Mato Grosso, nº 268, bairro Frei Serafim, Teresina.
MPPI, TCE-PI e MPC-PI criam regras para uso de dinheiro público em festas e eventos
O Ministério Público do Piauí (MPPI), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e o Ministério Público de Contas do Piauí (MPC-PI) divulgaram, na terça-feira (14 de julho), uma nova orientação com regras para o uso de recursos públicos na realização de festas e eventos.
A Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 estabelece medidas de prevenção e controle para despesas com festejos pagos totalmente ou parcialmente pelo poder público. As regras devem ser seguidas pelo Governo do Estado, pelos 224 municípios piauienses e por órgãos da administração indireta.
O documento traz orientações sobre contratação de artistas, valores de cachês, licitação de serviços como estrutura de palco, som, iluminação e segurança, além do uso de recursos de emendas parlamentares. A medida busca garantir mais transparência, responsabilidade no uso do dinheiro público e evitar prejuízos aos cofres públicos.
Um dos principais pontos da norma é o limite de referência de R$ 350 mil por atração artística. Contratações nesse valor ou acima dele serão consideradas de alta materialidade e terão uma fiscalização mais rigorosa. A mesma regra vale quando o cachê de um artista representar mais de 40% do custo total do evento.
Nesses casos, os gestores deverão apresentar documentos que comprovem a capacidade financeira do município ou órgão responsável, a regularidade fiscal e a garantia de que a realização da festa não prejudicará serviços essenciais, como saúde e educação.
A nota também define regras para a contratação direta de artistas, sem licitação. Nesses casos, será necessário comprovar que o artista possui reconhecimento público, que existe representação exclusiva e que o valor pago está devidamente justificado.
Já os serviços de estrutura dos eventos, como montagem de palco, sonorização, iluminação, geradores, banheiros químicos e segurança privada, deverão ser contratados, como regra geral, por meio de licitação.
Outro ponto destacado é a obrigação de divulgar antecipadamente os gastos dos eventos e publicar as informações nos sistemas oficiais de contratação pública, incluindo o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), quando houver exigência legal.
A utilização de recursos de emendas parlamentares também terá regras específicas, com a necessidade de controle dos valores, conta bancária exclusiva, plano de trabalho e prestação de contas detalhada.
A Nota Técnica ainda chama atenção para o período eleitoral. Os gestores deverão seguir as restrições previstas na legislação e evitar eventos pagos com recursos públicos que possam resultar em promoção pessoal ou propaganda eleitoral irregular.
Segundo o documento, despesas com festas poderão ser consideradas irregulares quando prejudicarem a oferta de serviços essenciais, ocorrerem em municípios com problemas como atraso de salários ou dívidas previdenciárias, houver descumprimento dos investimentos mínimos em saúde e educação, falta de transparência ou realização de eventos sem justificativa em situações de calamidade pública.
A aplicação das medidas no MPPI será acompanhada pelo Centro de Apoio Operacional de Combate à Corrupção e de Proteção ao Patrimônio Público (Cacop). A nota foi assinada pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Cleandro Moura; pelo presidente do TCE-PI, Kennedy Barros; e pelo procurador-geral do MPC-PI, Leandro Nascimento.
Uma mulher foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos a um cachorro resgatado em estado de extrema magreza na cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí. A ação foi realizada pela Polícia Civil após denúncias acompanhadas de fotos e vídeos que mostravam as condições críticas em que o animal vivia.
Foto: Reprodução/PC-PI
Segundo o delegado Renato Pinheiro, os policiais utilizaram um drone para verificar a situação do imóvel antes de entrar no local. Durante a inspeção, foi constatado que o cachorro ainda estava vivo, mas não havia ração nem água limpa disponível. O animal foi imediatamente resgatado e encaminhado para atendimento veterinário, onde foi diagnosticado com cinomose em estágio avançado, permanecendo internado em estado grave.
De acordo com a investigação, o cão apresentava sinais de abandono e falta de cuidados básicos. A tutora foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos. Conforme explicou o delegado, ela poderá responder ao processo em liberdade caso não estejam presentes os requisitos para a prisão preventiva, sem que isso signifique ausência de provas sobre o crime. Enquanto isso, o animal segue recebendo tratamento veterinário, e uma campanha foi criada para auxiliar nos custos de sua recuperação.
Um motorista por aplicativo investigado pela morte de um segurança foi preso na manhã desta quarta-feira (15/07), após se apresentar espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Teresina. Contra ele já havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça a pedido da Polícia Civil.
Foto: Divulgação/PM-PI
O investigado compareceu à sede do DHPP acompanhado de um advogado para prestar esclarecimentos sobre o caso. No entanto, ao chegar à unidade, foi informado da existência da ordem judicial e teve a prisão temporária cumprida. A representação pela medida foi feita pelo delegado Bruno Ursulino, responsável pelas investigações.
A defesa confirmou que o cliente se apresentou voluntariamente e reiterou o posicionamento já divulgado anteriormente, sustentando que ele não teve participação no crime. O homicídio ocorreu na última quinta-feira (10/07), quando a vítima foi morta a tiros após ser interceptada por ocupantes de uma motocicleta na zona Sudeste de Teresina. O caso segue sob investigação do DHPP.
Um motociclista morreu na tarde desta quarta-feira (15/07) após perder o controle da moto na Avenida Padre Humberto Pietro Grande, na descida da Ponte Anselmo Dias, na zona Sudeste Teresina. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
Foto: Reprodução
Segundo informações preliminares da Polícia Militar do Piauí (PM-PI), o condutor seguia pela alça direita da ponte quando perdeu o controle da motocicleta ao fazer uma curva. A suspeita inicial é de que, ao tentar retornar para a pista, ele tenha atingido os dispositivos de sinalização conhecidos como "tartarugas". Com o impacto, o motociclista foi arremessado e o capacete também foi lançado para longe.
Foto: Reprodução
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou o óbito. Testemunhas relataram que a vítima trabalhava como motociclista por aplicativo. O Instituto de Medicina Legal (IML) foi acionado para remover o corpo, enquanto as circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.
Ações da 2ª Companhia do 30º BPM foram realizadas entre os dias 7 e 12 de julho nos municípios de Campo Largo do Piauí, Porto e Nossa Senhora dos Remédios, com reforço no policiamento ostensivo e operações preventivas.
Entre os dias 7 e 12 de julho, a Polícia Militar do Piauí intensificou as ações de policiamento ostensivo na área da 2ª Companhia do 30º Batalhão da Polícia Militar (30º BPM), que abrange os municípios de Campo Largo do Piauí, Porto e Nossa Senhora dos Remédios. Durante o período, quatro pessoas foram presas e três motocicletas com registro de roubo ou furto foram recuperadas [vídeo no final do texto].
De acordo com o comandante da 2ª Companhia, 2º Tenente QOPM Jorge Brenno, as ações foram reforçadas por meio do emprego de guarnições em viaturas, motopatrulhamento e da Operação Presença, com o objetivo de ampliar a atuação preventiva e repressiva da corporação na região.
Ao longo da semana, os policiais realizaram patrulhamento ostensivo, saturação de áreas estratégicas, instalação de pontos-base, varreduras em locais considerados de interesse operacional e abordagens a pessoas e veículos. Também foram fiscalizados dezenas de automóveis e motocicletas, além do reforço do policiamento em bairros, estabelecimentos comerciais, escolas, hospitais, praças, órgãos públicos e outros pontos considerados sensíveis para a segurança pública.
Ainda conforme a Polícia Militar, uma equipe da 2ª Companhia prestou apoio operacional à Coordenadoria de Direitos Humanos (CDH) durante uma missão de reintegração de posse, contribuindo para a manutenção da ordem pública e para a segurança da operação.
Segundo a corporação, as ações tiveram como foco a prevenção da criminalidade, o fortalecimento da presença policial, a aproximação com a comunidade e a resposta rápida às demandas da população.
Como resultado das operações, quatro pessoas foram presas e três motocicletas com restrição de roubo ou furto foram recuperadas. Os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos legais, enquanto os veículos deverão ser restituídos aos proprietários.
A Polícia Militar destacou que os resultados refletem o trabalho contínuo desenvolvido pela 2ª Companhia nos municípios de Campo Largo do Piauí, Porto e Nossa Senhora dos Remédios. A corporação informou ainda que continuará intensificando o policiamento ostensivo, mantendo abordagens, patrulhamento e ocupação de pontos estratégicos para reforçar a segurança da população.
Baleado durante a ação criminosa, ele tentou fugir, mas foi perseguido e morto no distrito de Vila Serrânia II, em Araripina, no estado de Pernambuco….
Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com
Um homem identificado como Jamilson Claro de Oliveira teve a casa invadida na noite de segunda-feira (13), na cidade de Marcolândia, no Sudeste do Piauí. Baleado durante a ação criminosa, ele tentou fugir, mas foi perseguido e morto no distrito de Vila Serrânia II, em Araripina, no estado de Pernambuco.
disparo de arma de fogo. Mesmo ferido, Jamilson conseguiu fugir e seguiu até a casa do irmão e do pai na Vila Serrânia II, distrito de Araripina, para pedir ajuda.
Segundo a polícia, os familiares não abriram a porta da residência. Em seguida, Jamilson foi alcançado pelos suspeitos e executado em via pública.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas, ao chegar ao local, a vítima já estava sem vida.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.