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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

BR-343: condutores fazem retorno sobre faixa de pedestres e geram risco de acidentes em Teresina

 

Motoristas que vão para o Dirceu evitam fazer retorno na rotatória do Tancredo Neves e utilizam faixa de pedestres em frente a shopping, provocando lentidão e risco de acidentes.


Após o desvio obrigatório causado pelas obras do Viaduto do Dirceu, condutores de motos, carros e caminhões têm realizado retornos irregulares sobre uma faixa de pedestres na BR-343, em Teresina, gerando riscos para quem precisa atravessar a rodovia. A situação ocorre em frente ao Grand Dirceu Shopping, trecho com grande fluxo de pessoas, onde motoristas evitam seguir até a rotatória do Tancredo Neves para realizar a manobra.


BR-343: condutores fazem retorno sobre faixa de pedestres e geram risco de acidentes em Teresina

O Portal O Dia esteve no local nesta quinta-feira (22) e constatou a movimentação de veículos que utilizam o trecho para retornar em direção ao Dirceu. Além do risco para os pedestres, a fila de carros parados provoca lentidão no trânsito.

Moradores da região relatam preocupação com a situação, principalmente porque a faixa é utilizada diariamente por pessoas que precisam atravessar a rodovia. "Por conta de não quererem ir lá no balão, aí retornam aqui. É tudo, carro, moto, caminhão. Mas é tumultuoso para gente que é pedestre e que passa todo dia aqui. O cara na faixa e pode ser atropelado", disse Alberto Lima, que mora na região do bairro Beira-Rio.

O morador também afirma que equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizam fiscalizações no trecho de vez em quando, mas considera que as ações são insuficientes para evitar as manobras.

Pedestres deixam de usar faixa para atravessar por conta do uso do local como retorno de carros. - (Assis Fernandes / O DIA)Assis Fernandes / O DIA
Pedestres deixam de usar faixa para atravessar por conta do uso do local como retorno de carros.

A falta de sinalização adequada e a necessidade de ampliar a fiscalização também são apontadas por quem passa diariamente pelo local. O aposentado Francisco Carlos avalia que a situação pode resultar em acidentes e cobra medidas para organizar o trânsito. "É totalmente errado. Eu acho que devia ter uma sinalização melhor para que não acontecesse esse tipo de coisa. Aqui pode acontecer um acidente a qualquer momento. Ninguém vê fiscalização deles (PRF) um trecho desse tamanho", afirmou Francisco Carlos, aposentado que passa diariamente pelo local.

Seu Francisco afirma que não há fiscalização da PRF no local - (Assis Fernandes / O DIA)Assis Fernandes / O DIA
Seu Francisco afirma que não há fiscalização da PRF no local
- (Assis Fernandes / O DIA)Assis Fernandes / O DIA

A realização de retornos sobre a faixa de pedestres, além de preocupar quem precisa atravessar a rodovia, especialmente em um trecho de grande circulação de veículos e pessoas, representa uma infração de trânsito, passível de punição.

O que diz a PRF?

O Portal O Dia entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal para obter informações sobre a fiscalização no local, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.



Fonte portal o dia


Saiba quem eram os três caminhoneiros mortos em acidente na BR-343, em Campo Maior

 Os três caminhoneiros que morreram em uma colisão envolvendo caminhões na BR-343, em Campo Maior, no Norte do Piauí, foram identificados. O acidente ocorreu na madrugada de quarta-feira (21) e deixou as vítimas presas às ferragens. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) investiga as circunstâncias da ocorrência.

As vítimas são Iran Rodrigues, de 60 anos, Lucilane Medeiros, de 42, e Valdinar do Nascimento, de 50 anos.

Foto: Reprodução


Segundo a PRF, um dos caminhões pode ter invadido a contramão, provocando a colisão. No entanto, a corporação informou que as perícias ainda estão em análise e que não há confirmação sobre qual dos veículos teria ocupado a faixa contrária.

Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) e encaminhados para sepultamento sem a realização de velório, devido à gravidade dos ferimentos. Iran Rodrigues e Valdinar do Nascimento foram sepultados na noite desta última quarta-feira (21/10). Luciane Medeiros foi sepultado na manhã desta quinta-feira (22/10).

Em manifestação de pesar, o Sintetro Piauí lamentou a morte dos três profissionais, ressaltou a dedicação deles ao trabalho e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. A entidade também publicou homenagens individuais às vítimas.

Conforme informações do tenente Jairo, do Corpo de Bombeiros, equipes de Campo Maior foram mobilizadas para atender à ocorrência. Com a força do impacto, os três motoristas ficaram presos às ferragens dos caminhões.

Dois deles morreram ainda no local. O terceiro foi atendido por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser transferido para uma unidade hospitalar.

A colisão também provocou a interdição parcial de um trecho da BR-343. A PRF esteve no local para atender à ocorrência e realizar os procedimentos necessários à investigação do acidente.

Nota de pesar do Sintetro Piauí

O Sintetro Piauí manifesta seu mais sincero pesar pelo trágico acidente que vitimou três companheiros, três profissionais dedicados, três pais de família que partiram de forma prematura.

Deixamos aqui nossa homenagem e nossa gratidão por cada um deles:

Valdinar do Nascimento

Um homem que conhecia cada estrada, que levava nos braços o sustento de sua família e no peito o orgulho de ser trabalhador. Sua partida deixa um vazio que não se preenche, mas seu exemplo permanece.

Lucilane de Medeiros

Uma vida dedicada ao trabalho, às estradas, ao cuidado de quem ama. Que sua memória seja sempre lembrada com carinho e respeito.

Iran Rodrigues

Um companheiro que agora descansa. Que Deus conforte seu coração e o receba em paz.

Três caminhoneiros. Três histórias. Três famílias que hoje choram.

Nossos companheiros não estavam apenas dirigindo, estavam construindo a vida, levando esperança e trabalho para os seus. A eles, nossa eterna gratidão. Às suas famílias, nosso abraço mais apertado e o nosso apoio neste momento de profunda dor.

Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte os corações de todos os familiares, amigos e colegas. Que o Senhor lhes conceda paz e consolo.

“O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os que têm o espírito contrito.” (Salmo 34:18)

Com todo o pesar,

Diretoria do Sintetro Piauí.

Fonte portal R10 


Morre Padre João, missionário que marcou a história de Floriano com ações sociais

 O padre Johann Schmid, conhecido como Padre João, morreu nesta última quarta-feira (21/10), na Áustria, seu país natal. Integrante da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, ele construiu uma trajetória dedicada à evangelização e ao trabalho social, com atuação em Floriano e em outros municípios do Piauí.

Nascido em 15 de outubro de 1939, na Áustria, Padre João era filho de agricultores. Estudou Teologia e, após a ordenação sacerdotal, especializou-se em catequese na cidade francesa de Estrasburgo. Sua experiência missionária começou no Congo, na África, onde trabalhou entre 1968 e 1974.

Depois de retornar ao país de origem, veio para o Brasil em 1979 e passou a atuar na pastoral da Igreja em Chapecó, Santa Catarina. Três anos depois, foi enviado ao Nordeste para contribuir com as atividades da Igreja na região. A missão o levou inicialmente a Belmonte, na Bahia, no Vale do Jequitinhonha.

Foto: Reprodução

A chegada a Floriano ocorreu no fim de 1996, a convite de Dom Fernando Panico, que na época era bispo da Diocese de Oeiras-Floriano. Na cidade, o sacerdote desenvolveu um trabalho que unia a atuação religiosa a iniciativas voltadas às necessidades das comunidades.

Ações voltadas à melhoria da qualidade de vida

Uma das principais frentes de atuação de Padre João foi o apoio a projetos sociais, especialmente nas áreas rurais. Ele colaborou com iniciativas de perfuração de poços tubulares e instalação de equipamentos para facilitar o acesso à água, incluindo sistemas que utilizavam energia solar.

O missionário também estimulou a produção de alimentos por meio de hortas comunitárias e da criação de animais, como cabras, abelhas e peixes. As atividades buscavam oferecer alternativas de subsistência às famílias e fortalecer a produção local.

Na área urbana de Floriano, participou de ações comunitárias, entre elas a implantação de hortas e a instalação de um chafariz no bairro Bela Vista, conhecido anteriormente como Morro do Tiro. Seu trabalho também alcançou moradores das comunidades Taboca, Ibiapaba e Meladão.

O sacerdote ainda prestou apoio ao Abrigo São Vicente, administrado pelos Vicentinos, à Comunidade Kolping do Campo Velho e a iniciativas de construção de moradias para famílias em situação de vulnerabilidade. A Feira de Produtos Orgânicos também esteve entre os projetos com os quais colaborou.

A atuação se estendeu a mais de dez municípios da Diocese de Floriano, incluindo Jerumenha, Nazaré e Itaueira. As iniciativas eram desenvolvidas em parceria com a Igreja e a Cáritas Diocesana, tendo como princípios a solidariedade cristã e a promoção da cidadania.

Instituições divulgam notas de pesar

O falecimento de Padre João motivou manifestações de pesar da Diocese de Floriano, da Paróquia Senhora Sant'Ana e da Câmara Municipal de Floriano. As instituições ressaltaram a importância de sua caminhada missionária e os serviços prestados à Igreja e à população.

Ao longo de sua permanência no Piauí, o sacerdote esteve envolvido em ações que buscavam atender necessidades básicas e ampliar as oportunidades para famílias de diferentes comunidades. Sua trajetória deixa como marca a combinação entre a missão religiosa e o compromisso com questões sociais que afetavam a população de Floriano e de outros municípios da região.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Fonte  180graus.com 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Empresas de ônibus no Piauí têm sete dias úteis para pedir ressarcimento da gratuidade nas eleições

Portaria da Setrans-PI define prazo, documentos e critérios de cálculo para cobrança do transporte gratuito oferecido a eleitores no 2º turno

As empresas de ônibus intermunicipais terão até sete dias úteis após o fim do período de gratuidade para solicitar o ressarcimento ao Governo do Estado. O prazo foi definido nesta quarta-feira (21) pela Secretaria de Estado dos Transportes do Piauí (Setrans-PI), em portaria publicada no Diário Oficial, após decreto do governador Rafael Fonteles (PT) que garantiu transporte gratuito aos eleitores no segundo turno.


Portaria da Setrans-PI define prazo, documentos e critérios de cálculo para cobrança do transporte gratuito nas eleições.,

Os pedidos devem ser enviados ao órgão pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou pelo e-mail protocolo.setrans@setrans.pi.gov.br, com a documentação exigida. As empresas precisam apresentar certidões de regularidade fiscal, previdenciária e trabalhista, relatório detalhado das viagens, com identificação da empresa, do veículo, do destino, das datas e das tarifas aplicadas, além dos registros do tacógrafo.


Em situações excepcionais, mediante justificativa, a secretaria poderá aceitar fotos, vídeos ou outros meios idôneos para comprovar as viagens.

No transporte rodoviário intermunicipal, a gratuidade vale das 0h de sexta-feira (23) até as 12h de segunda-feira (26). No semiurbano, o benefício será garantido em todas as viagens realizadas no domingo (25), dia do segundo turno.

Na ida, o eleitor deverá apresentar o título, o e-Título ou outro documento, físico ou digital, com foto, que comprove a identidade e o local de votação. Na volta, será necessário mostrar o comprovante de votação e comprovar o uso da gratuidade na ida.


Segundo a Setrans, o cálculo dos valores segue critérios distintos para cada modalidade. No transporte rodoviário convencional, consideram-se as viagens efetivamente realizadas, com tarifa promocional de 25% de desconto e parâmetro médio de 48 assentos por veículo.


No semiurbano, serão contabilizadas as viagens do dia 25 de outubro, com desconto de 15% e o mesmo parâmetro de 48 assentos. Caso haja necessidade de ônibus extras para atender à demanda, a empresa deverá fazer pedido específico à Setrans-PI, acompanhado de relatório que justifique os veículos adicionais.

Os pedidos de ressarcimento ainda passarão por análise técnica e pelos procedimentos orçamentários da secretaria antes do pagamento. Valores apresentados em duplicidade, viagens sem comprovação e solicitações com documentação insuficiente serão excluídos do cálculo.

A portaria também determina que o tratamento dos dados pessoais dos passageiros respeite a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com uso restrito às informações necessárias para a fiscalização.


Fonte portal O dia 

Homem é preso suspeito de furtar residência em Batalha; polícia recupera parte dos objetos

 Segundo a Polícia Militar, o suspeito confessou o crime e indicou onde havia deixado uma televisão e um receptor, que foram recuperados. O botijão de gás não foi localizado no relato da ocorrência.


Um homem foi preso suspeito de furtar uma residência na manhã desta quarta-feira (21), no bairro Santo Amaro, em Batalha (PI). Segundo a Polícia Militar, o suspeito confessou o crime e informou que havia deixado parte dos objetos furtados na casa de um conhecido.

A ocorrência foi registrada por volta das 10h30, quando a guarnição da 2ª Companhia da Polícia Militar foi acionada pela vítima, que informou que a casa havia sido invadida.

Ao chegar ao imóvel, os policiais constataram que o cadeado da porta da cozinha estava arrombado. Durante a verificação, a vítima percebeu que haviam sido levados uma televisão de 32 polegadas, um receptor de TV e um botijão de gás.

De acordo com a PM, a vítima informou que o suspeito estaria em um bar nas proximidades da residência. Os policiais foram até o local indicado, encontraram o homem, identificado como Jusceliano e, conforme o registro da ocorrência, ele confirmou ter praticado o furto.

Após receber voz de prisão, o suspeito informou aos policiais que havia deixado a televisão e o receptor na casa de uma pessoa conhecida pelo apelido de “Berréis”. Ele também relatou que teria vendido o botijão de gás a uma pessoa identificada como Francisco.

A equipe realizou diligências e conseguiu recuperar a televisão e o receptor. O botijão de gás não aparece entre os objetos recuperados no relato policial.

O suspeito, as pessoas mencionadas na ocorrência e os objetos recuperados foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais cabíveis.

Fonte portal revista az 

Polícia recupera carro roubado após suspeito fugir para área de mata em Teresina

  

Polícia recupera carro roubado após suspeito fugir para área de mata em Teresina | Divulgação/SSP-PI

A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Militar (PM-PI), recuperou, na noite da última terça-feira (20), um veículo com registro de furto ou roubo e apreendeu dois aparelhos celulares. Coordenada pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), a ação ocorreu no bairro Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina.

De acordo com a PM-PI, a guarnição foi acionada por um popular, que informou sobre a possível presença de um veículo roubado nas proximidades. Durante as rondas, os policiais localizaram um automóvel com as características repassadas.

Ao perceber a aproximação da equipe, o condutor tentou fugir, mas perdeu o controle do veículo, abandonou-o e correu em direção a uma área de mata. Após consulta aos sistemas policiais, os agentes constataram que o automóvel possuía registro de roubo e correspondia às características de um veículo descrito em uma ocorrência anterior.

Durante a inspeção do automóvel, os policiais localizaram dois aparelhos celulares e documentos, que foram encaminhados à Central de Flagrantes.


O veículo foi encaminhado ao Departamento de Roubo e Furto de Veículos (DRFV), da Polícia Civil do Piauí (PC-PI), para os procedimentos legais cabíveis. A polícia segue com as investigações para identificar e localizar o suspeito.

Fonte portal R10 

Sob forte comoção, adolescente de 14 anos que morreu afogado no litoral do Piauí é sepultado

 O adolescente João Gabriel, de 14 anos, foi sepultado na manhã desta quarta-feira (21/10), na comunidade São Felipe, em Coivaras, no Norte do Piauí. O jovem morreu afogado no último domingo (18/10), após entrar no mar com dois primos na Praia de Atalaia, em Luís Correia, no litoral do estado.

O corpo foi velado durante a madrugada na Capela da Via Sacra – Memorial Padre Pedro Balzi, localizada na Vila da Paz, Zona Sul de Teresina. Por volta das 4h, seguiu para Coivaras, onde ocorreu o sepultamento.

Foto: ReproduçãoSob forte comoção, adolescente de 14 anos que morreu afogado no litoral é sepultado

João Gabriel desapareceu enquanto tomava banho de mar com os dois primos. Segundo o Corpo de Bombeiros, os outros adolescentes foram resgatados com vida e receberam atendimento, mas o jovem não foi localizado no momento da ocorrência.

Após dois dias de buscas, o corpo foi encontrado na tarde desta última terça-feira (20/10), na região da Pedra do Sal, em Parnaíba. As equipes de resgate concentraram os trabalhos nas proximidades da praia e da área do porto.

O adolescente estudava o 8º ano do ensino fundamental na Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, em Teresina. Em nota de pesar, a Fundação Nossa Senhora da Paz lamentou a morte do estudante e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

Fonte 180graus.com 

SSP-PI cumpre mandados contra suspeito de ameaçar delegado Matheus Zanatta

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) cumpriu, nesta quarta-feira (21/10), mandados de busca e apreensão nos bairros Pedra Mole e Planalto Ininga, na zona Leste de Teresina, contra um homem identificado pelas iniciais C.L.C.C., suspeito de ameaçar o delegado Matheus Zanatta. 

O caso começou em 26 de setembro, quando o delegado recebeu mensagens por uma rede social. O suspeito afirmava estar armado, usava palavras ofensivas e desafiava o policial para um confronto, chegando a fornecer um endereço e provocar a autoridade a comparecer ao local.

Foto: ReproduçãoSSP-PI cumpre mandados contra suspeito de ameaçar delegado Matheus Zanatta
SSP-PI cumpre mandados contra suspeito de ameaçar delegado Matheus Zanatta

A Superintendência de Operações Integradas (SOI) iniciou a investigação a partir das ameaças. As equipes analisaram informações digitais e cruzaram dados, o que permitiu identificar o suspeito e localizar imóveis vinculados a ele na capital.

Durante as apurações, os policiais também descobriram que o homem já havia sido citado em outro boletim de ocorrência por ameaçar ex-empregadores e funcionários de um estabelecimento onde trabalhou, ocasião em que mencionou a possibilidade de usar uma arma de fogo.

A Justiça autorizou os mandados de busca e apreensão, e a decisão também permite a apreensão e análise de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam conter informações ligadas aos fatos investigados. O delegado Matheus Zanatta destacou que ameaças não vão intimidar o trabalho da Segurança Pública e que as investigações seguem para identificar outros possíveis crimes.

Fonte 180graus.com 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Corpo de terceiro integrante de família vítima de afogamento é encontrado no Rio Poti, em Teresina

 O corpo do segundo filho de Antônio da Cruz foi encontrado na manhã desta terça-feira (20/10), no Rio Poti, em Teresina. Ele e o pai, além do irmão Pablo Vinicius, desapareceram no domingo (18/10), após se afogarem nas proximidades do bairro Ilhotas, na zona Sul da capital.

Foto: ReproduçãoTerceiro corpo de família vítima de afogamento é encontrado no Rio Poti, em Teresina

O corpo de Antônio foi localizado ainda na noite de domingo, enquanto o de um dos filhos foi encontrado no início da tarde de segunda-feira (19). Com a localização do segundo filho nesta terça-feira, os três integrantes da família foram encontrados.

Relatos iniciais apontam que eles haviam saído para pescar nas proximidades da avenida Marechal Castelo Branco. Um pescador que estava no local percebeu o afogamento, mas afirmou à reportagem que não conseguiu socorrer as vítimas.

Fonte 180graus.com 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Do barro à memória: as mãos que moldam a identidade do Piauí

 

Às margens do Rio Poti, artesãos transformam argila em esculturas, sustento e histórias; há 20 anos, o Polo Cerâmico do Poti Velho celebra a tradição e o talento de quem faz da arte um legado.




Há histórias que não precisam ser escritas no papel. Elas cabem na palma da mão, ganham forma entre os dedos e permanecem vivas muito depois que o tempo passa. No Poti Velho, bairro mais antigo de Teresina, a memória do Piauí também é contada pelo barro que vira santo, o rosto de uma escultura que parece sorrir e as mãos de quem aprendeu a transformar a terra em sustento, beleza e pertencimento.

Às margens do Rio Poti, o Polo Cerâmico do Poti Velho é um dos lugares em que a identidade piauiense pode ser tocada. Entre vasos, filtros, peças decorativas, esculturas sacras e figuras que retratam o cotidiano da comunidade, o artesanato ultrapassa a função de enfeitar casas. É uma expressão de história, trabalho e resistência, construída por gerações que encontraram na argila um jeito e viver e de contar ao mundo de onde vieram.

O espaço completa 20 anos de atividades em 2026, consolidando uma trajetória de valorização da cerâmica e dos profissionais que fazem dela seu ofício. Hoje, mais de 280 famílias estão diretamente ligadas à produção artesanal na região. Por trás de cada peça, existe uma cadeia de conhecimentos que não nasce pronta, mas sim aprende-se observando, experimentando, errando e tentando novamente, até que a matéria, antes sem forma, revele aquilo que o artista imaginou.


Muito antes de o polo ganhar a estrutura atual, a cerâmica já fazia parte da paisagem e da rotina do Poti Velho. A atividade se desenvolveu em uma comunidade marcada pela relação com o rio, pela pesca e pelo trabalho nas olarias.

Durante muito tempo, a produção acontecia em espaços improvisados, onde fornos, lenha e peças e clientes dividiam áreas próximas à avenida. A organização do polo representou uma mudança nas condições de trabalho e na maneira como o artesanato era apresentado a moradores e visitantes.

Para quem vive dessa arte, a transformação não se resume à construção de um espaço comercial. Ela também significa reconhecimento. Artesãos que acompanham essa história há décadas aprenderam a trabalhar com a preparação a massa e, aos poucos, passaram a modelar as próprias esculturas. Muitos não tinham mestres formais e descobriram a técnica na prática, desenvolvendo um talento que hoje compartilha com parentes e amigos da comunidade.


O aprendizado, nesses casos, não termina quando uma peça fica pronta. Ele continua cada vez que alguém observa o trabalho de um artesão, pergunta como determinada forma foi criada ou decide aprender o ofício. É assim que uma tradição permanece viva: não como uma fotografia imóvel do passado, mas como conhecimento que circula, se adapta e encontra novas mãos para continuar existindo.

O rosto que nasce da argila

No trabalho de escultura, cada detalhe exige paciência. O artesão que produz imagens religiosas costuma começar pela cabeça, etapa que considera a mais delicada. Um rosto pode levar aproximadamente um dia para ficar pronto, entre modelagens, ajustes e tentativas de alcançar a expressão desejada.

O desafio não está apenas em reproduzir uma figura, mas em dar personalidade a ela. Uma versão de um santo pode transmitir serenidade; o outro, alegria. As mãos, o manto, as roupas e os pequenos elementos do corpo completam a composição. Para chegar ao resultado, o artista observa a peça, acrescenta detalhes e, quando não fica satisfeito, pode desfazer o trabalho e recomeçar.



Há uma beleza particular nessa exigência. Em um mundo acostumado à velocidade da fabricação em série, o artesanato lembra que algumas coisas precisam de tempo para encontrar sua forma. A escultura não sai de uma máquina com todas as suas características definidas. Ela se constrói no diálogo entre a experiência de quem cria e a resistência de uma matéria que nem sempre obedece à primeira tentativa.

O resultado dessa diversidade está nas prateleiras do polo. Há objetos utilitários, artigos de decoração, esculturas religiosas e peças que carregam referências do cotidiano piauiense. Cada uma tem suas particularidades, porque o trabalho manual preserva marcas do gesto de quem a produziu. Comprar uma dessas obras é levar para casa algo que não se limita à aparência e é, também, uma maneira de manter o trabalho de um artista ligado à própria comunidade.

A história do artesanato no Poti Velho também é feita de mulheres que precisaram conquistar espaço em uma atividade tradicionalmente dominada pelos homens. Em 2003, um grupo começou a se organizar para participar da produção cerâmica e construir alternativas de renda. Eram mulheres ligadas à rotina das olarias, donas de casa e trabalhadoras que também ajudavam na pesca, mas não encontravam as mesmas oportunidades de atuação no ofício.

Raimundinha Teixeira, artesã e liderança comunitária, esteve entre as pessoas que ajudaram a transformar essa realidade. A iniciativa começou com 28 mulheres reunidas para participar de cursos de modelagem, bijuteria e cerâmica. Ao final da formação, oito permaneceram trabalhando. Com incentivo e organização coletiva, o grupo cresceu, passou pela associação e chegou à criação da Cooperativa de Artesanato do Poti Velho, a Cooperarte Poti.

Raimunda Teixeira - (Assis Fernandes/ODIA)Assis Fernandes/ODIA
Raimunda Teixeira

Para Raimundinha, a mudança representou uma superação profissional e social. A cooperativa mostrou que as mulheres também poderiam trabalhar com a cerâmica, aprender técnicas, produzir peças e participar da renda familiar em uma atividade antes associada principalmente aos homens. Mais do que conquistar espaço, elas abriram caminho para que esposas e filhos de artesãos também pudessem se envolver na produção.

A trajetória da própria Raimundinha ajuda a compreender a dimensão dessa transformação. Mãe solo de dois filhos, ela trabalhava na olaria quando decidiu procurar uma alternativa de sustento. Encontrou no artesanato uma possibilidade de melhorar de vida e, com o tempo, descobriu também uma vocação para a liderança comunitária. A participação na organização dos trabalhadores ampliou seu papel, levando-a a contribuir para mudanças que ultrapassaram sua própria história.

“Sou apaixonada pelo que faço. Se tivesse que voltar atrás, faria tudo de novo”, conta. A fala resume uma trajetória construída não apenas pela habilidade individual, mas pela união de mulheres que encontraram força umas nas outras.

Um dos símbolos desse percurso é a coleção Mulheres do Poti, formada por esculturas que representam cinco personagens da comunidade: a mulher religiosa, a mulher do pescador, a mulher da olaria, a mulher ceramista e a mulher das continhas. Cada figura recupera uma parte da história local e dá visibilidade a experiências que nem sempre foram reconhecidas como parte do patrimônio cultural da cidade.

Ao transformar essas vivências em esculturas, as artesãs fazem mais do que representar personagens. Elas registram a própria história, com suas dificuldades, conquistas e mudanças. São mulheres que antes apareciam pouco nas narrativas sobre a produção local e que agora contam, com as próprias mãos, quem são e o que construíram.



Um patrimônio que continua em movimento

O Polo Cerâmico também acompanha as mudanças na forma de receber quem visita Teresina. Inaugurado em junho de 2024, o Parque Vila Poti ampliou as possibilidades de lazer e convivência na região, com espaços para alimentação, passeio, recreação infantil e contemplação da paisagem. O conjunto fortalece a ligação entre artesanato, gastronomia e turismo, convidando o visitante a permanecer no bairro para além do momento da compra.

Para quem chega ao polo, a experiência começa pela diversidade das peças, mas pode terminar na descoberta maior de que a cultura não está restrita aos museus ou às datas comemorativas. Ela vive no trabalho cotidiano, nos conhecimentos compartilhados e nas pessoas que continuam produzindo mesmo quando a tradição precisa disputar espaço com as dificuldades econômicas e as mudanças do mercado.

Pólo Cerâmico do Poty Velho - (Assis Fernandes/ODIA)Assis Fernandes/ODIA
Pólo Cerâmico do Poty Velho

Apoiar o artesanato local, portanto, não é apenas adquirir uma lembrança de viagem. É contribuir para a continuidade de um ofício, para a renda de famílias e para a transmissão de conhecimentos que poderiam se perder se deixassem de encontrar espaço na vida contemporânea. Cada compra pode ajudar a manter essa cadeia, mas a valorização também depende de divulgação, oportunidades de comercialização e reconhecimento dos profissionais.

No Dia do Piauí, olhar para o Poti Velho é lembrar que a identidade de um povo não se constrói somente nos grandes acontecimentos. Ela também nasce nas tarefas repetidas todos os dias, nas mãos que trabalham antes de o sol esquentar, nas mulheres que abrem caminhos e nos artistas que descobrem uma nova forma dentro de um pedaço de barro.

A argila vem da terra, mas aquilo que ela passa a contar pertence às pessoas, aos piauienses. Em cada escultura, há um pouco do rio, da comunidade, das famílias e de um conhecimento que atravessa gerações sem permanecer igual. O Polo Cerâmico do Poti Velho completa duas décadas como espaço organizado, mas a história que abriga é muito mais antiga e segue sendo escrita a cada nova peça.

No fim, talvez o segredo do artesanato piauiense seja transformar algo tão simples quanto a terra em uma expressão de quem somos. Porque o barro pode secar, a peça pode mudar de lugar e o tempo pode apagar muitas lembranças. Mas, enquanto houver mãos dispostas a moldar e histórias dispostas a serem contadas, a memória do Poti Velho continuará encontrando formas de permanecer viva.


Fonte portal O dia