Translate

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Homem que se afogou ao tentar atravessar o rio Parnaíba de Uruçuí para Benedito Leite-MA, apresentava visíveis sinais de embriaguez

 Esse é o segundo caso em pouco mais de 30 dias…



Mais um caso de afogamento foi registrado no Rio Parnaíba, entre Uruçuí, no Sul do Piauí, e Benedito Leite, Maranhão. Os dois municípios são limítrofes. Desta vez, o fato aconteceu na tarde desta quinta-feira, 16 de julho.

A identidade não foi revelada ainda. As informações iniciais apontam que a vítima tentou fazer a travessia nadando e foi levada pela correnteza.

A Polícia Militar do DPM de Benedito Leite-MA, tomou conhecimento e foi buscar informações sobre o caso. De acordo com o sargento James, comandante do DPM de Benedito Leite, um comerciante local informou que o indivíduo estava bêbado em seu bar situado na beira do rio , e logo tentou fazer a travessia no rio.

Benedito Leite para Uruçuí e ao chegar no município piauiense o mesmo iniciou a travessia nadando em direção (retornando) à Benedito Leite

De acordo com o policial, as informações colhidas apontam que a vítima foi levada pela correnteza do rio depois de poucos metros que iniciou a travessia. Um pescador que passava em seu barco no momento tentou socorrer, mas a vítima submergiu e não apareceu.

A Polícia Militar manteve contato com o Corpo de Bombeiros de Balsas informando o ocorrido e lavrou o boletim informativo para as providências cabíveis.

Esse é o segundo caso de afogamento em pouco mais de trinta dias. No dia 16 de junho, Anderson Cardoso, de 24 anos, foi localizado nas águas do Rio Parnaíba em Uruçuí (PI), após dois dias de buscas. Ele estava desaparecido há dois dias, quando caiu de uma embarcação durante um passeio.

Fonte portal Cidade na Net 

MPPI e Equatorial realizam reunião para discutir melhorias no fornecimento de energia em Elesbão Veloso


O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da Promotoria de Justiça de Elesbão Veloso, participou, nesta quarta-feira (15), de uma reunião com representantes da concessionária Equatorial Piauí para tratar de melhorias na infraestrutura da rede elétrica dos municípios que integram a comarca. O encontro também teve caráter institucional, com o objetivo de fortalecer o diálogo entre as instituições.

De acordo com o promotor de Justiça Jaime Rodrigues D’Alencar, a reunião buscou estabelecer um canal permanente de cooperação com a concessionária para viabilizar a resolução consensual de demandas judiciais e extrajudiciais relacionadas ao fornecimento de energia elétrica. Além do representante do MPPI, participaram do encontro o técnico Raimundo Andrade; os advogados da Equatorial Piauí Mayara Veloso, Márcio Castelo Branco e Raquel Brito; e o juiz de Direito da Comarca, Juscelino Norberto.

A reunião ocorre após uma série de medidas adotadas pela Promotoria de Justiça de Elesbão Veloso para acompanhar a prestação do serviço pela concessionária. Em 3 de junho, por exemplo, foi expedido ofício à Equatorial Piauí solicitando informações sobre as providências adotadas para solucionar os recorrentes problemas no fornecimento de energia elétrica no município.

A atuação do MPPI teve início após reclamações de moradores sobre constantes oscilações no fornecimento de energia, que motivaram a instauração de procedimentos administrativos para apurar a qualidade do serviço prestado pela concessionária. Ao longo da apuração, foram realizadas audiências extrajudiciais, inspeções técnicas e solicitados laudos de engenheiro eletricista, que identificaram pontos críticos na infraestrutura da rede elétrica do município e recomendaram a adoção de medidas urgentes para solucionar as irregularidades.

O acompanhamento da Promotoria também passou a considerar as demandas apresentadas pela população durante audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Elesbão Veloso. Na ocasião, representantes da Equatorial informaram a existência de um planejamento para modernização da subestação elétrica ainda em 2026.

Durante a tramitação do procedimento, a concessionária informou a realização de inspeções, podas de árvores e outras intervenções na rede elétrica. No entanto, diversas ações tiveram seus prazos prorrogados, o que levou o MPPI a manter o acompanhamento do caso, notificando reiteradamente a empresa para prestar esclarecimentos sobre o andamento das providências e a execução das melhorias previstas.

Fonte MPPI 

Coordenadoria de Comunicação Social
Ministério Público do Estado do Piauí - MPPI

Polícia Militar instala 2ª Companhia do 25º BPM em Batalha e reforça segurança na região

 Nova unidade passa a funcionar na Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) e teve apresentados o primeiro comandante e o subcomandante durante solenidade realizada nesta quinta-feira (16).



A Polícia Militar do Piauí oficializou, na manhã desta quinta-feira (16), a instalação da 2ª Companhia do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM) no município de Batalha. A solenidade foi realizada na sede da Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP), localizada em frente à praça da Igreja Matriz da cidade.

Com a mudança, o antigo Grupamento de Polícia Militar de Batalha passa a funcionar como a 2ª Companhia do 25º BPM, ampliando a estrutura operacional da corporação no município e fortalecendo as ações de segurança pública na região.


A nova companhia funcionará nas dependências da Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP), reunindo as atividades da Polícia Militar em um espaço compartilhado com a Polícia Civil e outros órgãos de segurança.

Durante a cerimônia, também foram oficializadas as nomeações do primeiro comandante e do subcomandante da unidade. O capitão Francisco Marcos assumiu o comando da 2ª Companhia, enquanto Ivanilson foi empossado como subcomandante.

O evento reuniu autoridades estaduais e representantes das forças de segurança. Estiveram presentes o secretário de Segurança Pública do Piauí, Antônio Luiz Soares Santos; o comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Scheiwann Scheleiden Lopes da Silva; o subcomandante da 1ª Companhia do 25º Batalhão da Polícia Militar de Esperantina, major Gilson; além de delegados e outras autoridades políticas da região.

De acordo com a Polícia Militar, a implantação da companhia representa um avanço na organização da estrutura da corporação em Batalha, permitindo maior capacidade de atuação e reforçando o atendimento às demandas de segurança pública do município e de cidades da área de atuação do 25º Batalhão.




Fonte RevistaAZ 

Justiça determina medidas para regularizar Estação de Tratamento de Esgoto em Piripiri

 

Estação de Tratamento de Esgoto em Piripiri
Estação de Tratamento de Esgoto em Piripiri | Divulgação/MP

A atuação do Ministério Público do Piauí (MPPI), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Piripiri, resultou em uma decisão favorável da Justiça para garantir a regularização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Germano, em Piripiri. A Ação Civil Pública foi proposta pelo então promotor de Justiça Nivaldo Ribeiro.

A decisão foi assinada pelo juiz Eduardo Couto, da 2ª Vara da Comarca de Piripiri, que concedeu parcialmente o pedido de tutela de urgência. O magistrado determinou a adoção de medidas imediatas para assegurar o funcionamento adequado da estação, reduzir os impactos ambientais e proteger a qualidade de vida da população.

Entre as medidas determinadas, a concessionária Águas do Piauí deverá manter a operação, limpeza, manutenção e o monitoramento da ETE, além de realizar a retirada e a destinação ambientalmente adequada da escuma, do lodo e de outros resíduos acumulados. A empresa também terá 30 dias para apresentar um relatório técnico atualizado sobre as condições operacionais da unidade, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

A decisão ainda determina que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí (Agrespi) realizem uma inspeção técnica conjunta na estação e apresentem um relatório sobre as condições ambientais e operacionais do local.

Os pedidos do Ministério Público para suspender ou reduzir a tarifa de esgotamento sanitário, restringir novas ligações domiciliares e impedir a expansão da rede coletora serão analisados em uma etapa posterior, após a apresentação dos relatórios técnicos e das manifestações das partes envolvidas.

O juiz também destacou que a responsabilidade definitiva da Águas do Piauí, da Agespisa, do Estado do Piauí e do Município de Piripiri será definida somente ao final do processo.

Na ação, o MPPI pede que a Justiça confirme as medidas de urgência, determine soluções definitivas para acabar com a emissão de odores da estação e, caso seja comprovada a inviabilidade da estrutura atual, obrigue a concessionária a construir uma nova ETE em local distante de áreas residenciais.

Além disso, o Ministério Público solicita a recuperação dos danos ambientais, a restauração das áreas degradadas, a devolução dos valores pagos pelos consumidores devido à prestação inadequada do serviço, o pagamento de indenizações por danos materiais e morais aos moradores afetados e a condenação dos responsáveis ao pagamento de indenização por dano moral coletivo em valor não inferior a R$ 10 milhões.

Por fim, em cumprimento ao artigo 94 do Código de Defesa do Consumidor, a Justiça determinou a publicação de um edital, com prazo de 30 dias, para dar ampla divulgação à Ação Civil Pública e permitir que consumidores e demais interessados possam participar do processo. O MPPI orienta que os interessados procurem a Defensoria Pública, a OAB Subseção de Piripiri ou um advogado de confiança para receber orientações sobre a forma de intervenção na ação.

Fonte portal R10


Amigo da família de Jacinto Lay diz que foi decretada a morte cerebral do médico

 Neurologista estava internado em São Paulo desde acidente aéreo ocorrido em setembro de 2024

Dois anos após um acidente em que ficou gravemente ferido, quase à morte, o médico neurologista Jacinto Lay teve decretada sua morte cerebral. A informação é de um amigo da família, o piloto Ricardo Dantas, segundo postou agora há pouco o portal O Dia.

Foto: DivulgaçãoJacinto Lay

Ricardo citou como fonte da informação o irmão do médico, que teria confirmado ser irreversível o quadro de saúde de Jacinto Lay, internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para onde foi transferido dias após o acidente. Em boletins divulgados à época, a família chegou a afirmar que ele apresentava evolução do quadro de politraumatismo sofrido no acidente.

A aeronave pilotada pelo médico Jacinto Lay colidiu com uma parada de ônibus durante um pouso forçado na rodovia BR-316 em 08 de setembro de 2024. O avião, de matrícula PU-CCO, atingiu uma van e uma motocicleta e acabou ferindo gravemente a manicure Keiliane Pereira dos Santos. Ela estava na garupa da moto, que era pilotada pelo marido, e foi atingida violentamente pela asa do avião.

De acordo com o Cenipa, que investigou as causas do acidente, o avião de Jacinto Lay apresentou uma falha mecânica e ficou sem uma das hélices durante o voo. Em conversa com o controle de voo, o médico chegou a relatar o problema e pediu autorização imediata para um pouso de emergência. Jacinto fazia um voo de passeio e havia decolado do Clube de Ultraleve do Piauí, caindo cerca de 20Km depois, nas proximidades do bairro Lourival Parente.

Fonte portal az

Criminosos renderam pai idoso e executaram filho com 17 tiros na zona Sul de Teresina, diz DHPP

 Redação

Vítima tinha 16 antecedentes -

Criminosos renderam pai idoso e executaram filho com 17 tiros na zona Sul de Teresina, diz DHPP

Um grupo de criminosos usou o pai idoso de Gutemberg Pereira como refém para chegar até ele e executá-lo na madrugada desta quinta-feira (16/07), no bairro Porto Alegre, zona Sul de Teresina. A informação foi confirmada pelo delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Foto: Reprodução

De acordo com a investigação, cerca de cinco homens mascarados foram até a casa do pai da vítima, renderam o idoso e o levaram até a residência de Gutemberg, que fica do outro lado da avenida. Ao chegarem, arrombaram a porta, renderam todos os familiares, incluindo crianças e encontraram Gutemberg escondido no banheiro, onde dispararam pelo menos 17 vezes contra ele.

Gutemberg era alvo de inimigos e tinha extensa ficha criminal, com 16 procedimentos registrados entre 2015 e 2026, incluindo homicídio, tráfico e roubo. Ele havia sido solto no dia 3 de julho. Em 2015, investigado por homicídio, fugiu pulando um muro. Em 2024, confessou participação no sequestro e assassinato de Bartolomeu Gabriel e integração ao Bonde dos 40. O caso segue em investigação.

Fonte 180graus.com

quarta-feira, 15 de julho de 2026

MPPI obtém decisão judicial que determina medidas de acolhimento seguro para imigrantes indígenas venezuelanos em até 30 dias

 

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da 49ª Promotoria de Justiça de Teresina, obteve, na última quinta-feira (09), decisão favorável em uma ação civil pública com pedido liminar, ajuizada para solicitar medidas de acolhimento digno e seguro aos indígenas venezuelanos da etnia Warao abrigados em Teresina.

A decisão da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina foi tomada depois de um procedimento ministerial que apontou omissões na assistência aos indígenas acolhidos em abrigos mantidos pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) da capital piauiense.

Até o ano de 2022, a Semcaspi oferecia assistência aos imigrantes em parceria com a Associação Beneficente São Paulo Apóstolo, que continuou prestando serviços de acolhimento, de forma voluntária e com recursos próprios, mesmo após o encerramento de um convênio com o poder público municipal. Depois desse período, a 49ª PJ de Teresina apurou que houve descontinuidade dos serviços prestados pela Semcaspi, o que deixou a população vulnerável à insegurança alimentar e sem acompanhamento técnico adequado.

Em atendimento aos pedidos requeridos na ação civil pública (ACP), o juiz Litelton Vieira de Oliveira determinou que o município de Teresina providencie uma equipe de referência, com orientadores sociais, técnicos de nível superior e educadores, capacitados para trabalharem nos três espaços de acolhimento mantidos pela prefeitura.

A medida também contempla a distribuição de alimentos e materiais de higiene, que, de acordo com a determinação, deve ocorrer uma vez por semana. Representantes de entidades de apoio humanitário relataram ao MPPI que os abrigos chegaram a receber alimentos com atrasos de até 60 dias.

Além disso, o município de Teresina deve garantir a realização de serviços de manutenção nas unidades de acolhimento e providenciar transporte para as equipes de referência. A inclusão profissional dos indígenas, que enfrentam barreiras culturais desde sua chegada ao território piauiense, também foi citada pela decisão, que elenca uma série de medidas de garantia da inserção produtiva da população atendida.

A 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina estabeleceu um prazo de até 30 (dias) para o estabelecimento das medidas, com possibilidade de multa diária de R$ 1000,00 (mil reais), até o limite de R$ 30 mil, em caso de descumprimento.

Fonte MPPI 

Coordenadoria de Comunicação Social
Ministério Público do Estado do Piauí - MPPI

criatividade Com talento e dedicação, artesão de Marcolândia faz sucesso com miniaturas de turbinas eólicas

 Produzidas 100% à mão, as peças criadas por Cícero Juvenal já chegaram a diversos estados brasileiros e países como Chile, Argentina e México…

O que para muitos poderia parecer apenas uma ideia inusitada tornou-se uma verdadeira expressão de talento, criatividade e perseverança. Em Marcolândia, Cícero Juvenal de 33 anos, transformou um sonho em uma atividade que hoje desperta a curiosidade e a admiração de pessoas de diferentes estados brasileiros e até de outros países.

Conhecido nas redes sociais pelas miniaturas de turbinas eólicas que produz artesanalmente, Cícero vem chamando a atenção pela riqueza de detalhes de cada peça. O trabalho, feito inteiramente à mão, é resultado de anos de dedicação, aperfeiçoamento e, acima de tudo, da coragem de acreditar em uma ideia que nasceu enquanto observava a transformação da paisagem da região com a chegada dos parques eólicos.

Em entrevista ao Cidades na Net, o artesão relembrou como tudo começou e contou que a inspiração surgiu antes mesmo de fabricar sua primeira miniatura.

“Eu sou natural de Padre Marcos. Na época em que começaram as obras dos parques eólicos aqui entre Marcolândia, Padre Marcos e Simões, recebi uma proposta para trabalhar em Marcolândia como motorista. Foi justamente nesse período que tive um sonho. Sonhei que construía uma miniatura de turbina eólica. Era um protótipo bem simples, sem muitos detalhes, mas funcionava. Quando acordei, fiquei com aquilo na cabeça”, expressou.

Segundo ele, a convivência diária com as estruturas gigantescas dos aerogeradores acabou alimentando ainda mais esse desejo.

“Quando começaram a montar as bases das turbinas, aquilo mexeu muito comigo. Acho que foi daí que nasceu essa inspiração. Depois daquele sonho, eu disse para mim mesmo que precisava colocar aquilo em prática para descobrir se realmente daria certo”, acrescentou.

O início foi marcado por desafios

Entre a inspiração e o primeiro modelo pronto existiu um caminho cheio de dificuldades. Sem equipamentos especializados, conhecimento técnico ou uma estrutura adequada, Cícero precisou aprender praticamente tudo sozinho.

“Foi muito difícil no começo. Eu não conhecia muita gente aqui em Marcolândia, não tinha estrutura para produzir algo com qualidade e também não sabia exatamente como fazer. Mas fui insistindo, errando, tentando de novo e, aos poucos, consegui aperfeiçoar cada detalhe”, explicou.

Hoje, cada miniatura é produzida manualmente utilizando materiais como PVC, MDF e metalon. Diferente do que muitas pessoas imaginam, nenhuma etapa é feita por impressoras 3D.

“É um artesanato cem por cento feito à mão. Eu não utilizo máquina 3D. Tenho apenas uma esmerilhadeira e uma furadeira. Deus me deu esse sonho, me deu essas mãos e as ideias. O restante é dedicação”, disse.

Muito além da aparência, as miniaturas impressionam porque realmente funcionam. Cada unidade exige um processo minucioso que envolve corte, lixamento, pintura, montagem, instalação elétrica e testes.

Segundo Cícero, nenhuma peça sai da oficina antes de ser completamente revisada.

“Levo, em média, dois dias para concluir uma miniatura. Primeiro faço todos os cortes, depois lixo cada peça, realizo a pintura e espero secar. No dia seguinte faço toda a montagem, a instalação elétrica e, por último, os testes para garantir que tudo funcione perfeitamente”, destacou.

Ao comparar os primeiros modelos com os atuais, ele reconhece a grande evolução conquistada ao longo dos anos.

“Mudou muita coisa. Hoje o acabamento é outro, o design evoluiu bastante, os detalhes ficaram muito mais refinados. Cada nova peça representa um aprendizado”, pautou.

A primeira venda e o reconhecimento

A primeira miniatura foi comprada por uma tia de sua esposa. A reação da família acabou impulsionando algo muito maior.

“Ela ficou encantada. Depois vieram os vizinhos, os amigos e as pessoas da comunidade. Todo mundo perguntava quem tinha feito. Foi aí que comecei a perceber que aquilo realmente poderia dar certo”, enfatizou.

O reconhecimento ultrapassou rapidamente os limites de Marcolândia.

Hoje, as miniaturas produzidas já chegaram a praticamente todos os estados brasileiros. E a arte criada no interior do Piauí também cruzou fronteiras.



“Já tenho miniaturas no Chile, na Argentina e no México. Geralmente quem compra aqui no Brasil leva para fora do país. É uma felicidade enorme saber que meu trabalho chegou tão longe”, falou.

Os desafios continuam

Apesar do sucesso conquistado, Cícero afirma que ainda enfrenta obstáculos para expandir o negócio. A principal dificuldade está na aquisição de materiais, já que boa parte precisa ser comprada em outras cidades ou estados. Além disso, ele ainda não possui um espaço próprio para expor suas peças.

“Metade dos materiais vem de fora. Também não tenho uma loja física. As miniaturas ficam guardadas em casa, em um quarto que reservei para isso. Outro desafio é a divulgação. Eu não tenho muita habilidade para criar conteúdos e fazer meu trabalho alcançar mais pessoas”, falou.

Um sonho que continua crescendo

Ao falar sobre sua profissão, Cícero emociona-se ao definir as miniaturas como um presente recebido de Deus. Para ele, fabricar turbinas em escala reduzida nunca foi apenas uma atividade comercial.



“É uma gratidão enorme. Essa arte foi Deus quem me deu. Todos os dias agradeço por esse dom. Não faço isso pensando apenas no lucro. Faço porque amo. É um sonho que saiu do papel e virou realidade. Saber que meu trabalho inspira outras pessoas é algo que não tem preço”, expessou.

Mesmo com o reconhecimento conquistado, Cícero acredita que ainda está apenas no começo de sua trajetória. Seu maior desejo é abrir uma loja física, onde os visitantes possam conhecer de perto seu trabalho.


“Meu sonho é ter um espaço onde as pessoas possam entrar, escolher as miniaturas, encontrar camisetas, bonés, canecas e outros produtos relacionados às turbinas. Quero criar um ambiente agradável, onde as pessoas também possam tirar fotos e conhecer toda essa história”, salientou.

O artesão deixou uma mensagem para quem ainda sonha em transformar uma ideia em realidade.



“Nunca pare de sonhar. Continue acreditando, confie em Deus, tenha coragem, perseverança e foco. As coisas acontecem no tempo certo. Se você não desistir, sua hora também vai chegar”, concluiu.

A história de Cícero Juvenal mostra que grandes realizações nem sempre começam em grandes centros ou com grandes investimentos. Às vezes, elas nascem de um sonho, da coragem de dar o primeiro passo e da determinação de quem acredita que o impossível pode, sim, ganhar forma pelas próprias mãos.

Fonte portal Cidade na net


Operação Chip Falso prende 10 suspeitos por fraudes com clonagem de celulares

 Grupo usava técnica de troca de chips para invadir contas bancárias e aplicar golpes

Dez pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (15) durante a Operação Chip Falso, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e invasões de sistemas. A ação, coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), cumpriu 30 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, além de recolher celulares, computadores e outros equipamentos utilizados pelo grupo. 

Foto: ReproduçãoOk

Segundo o delegado Humberto Mácola, os investigados utilizavam a técnica conhecida como SIM Swap, que consiste na transferência fraudulenta da linha telefônica da vítima para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso ao número, a quadrilha conseguia assumir contas de WhatsApp, redes sociais e aplicativos bancários, realizando transferências indevidas, clonagem de cartões de crédito e aplicando golpes contra familiares e contatos das vítimas. A investigação aponta que ao menos 50 pessoas foram lesadas em diversos estados do país. 

Foto: Reprodução


As investigações revelaram que a central operacional da organização funcionava em uma residência em Teresina. No local, os criminosos utilizavam documentos falsificados, dados pessoais, biometria facial manipulada e até imagens geradas por inteligência artificial para burlar sistemas de validação de identidade. De acordo com a Polícia Civil, cerca de 100 pessoas também teriam cedido voluntariamente documentos e informações biométricas em troca de vantagens financeiras, podendo responder criminalmente por participação no esquema. 

A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para identificar outros integrantes da organização e possíveis ramificações em diferentes estados. O delegado Humberto Mácola orientou que qualquer perda repentina do sinal do telefone celular pode indicar uma fraude em andamento e recomendou que o usuário entre imediatamente em contato com a operadora. A SSP-PI também reforçou o alerta para que a população nunca compartilhe documentos, senhas ou biometria facial com terceiros, a fim de evitar novos golpes. 

Fonte:portal Az com informações Polícia Civil

Padrastos e pais lideram registros de violência sexual contra meninas em Teresina, aponta relatório

 


Violência sexual | Divulgação

O Núcleo de Atendimento às Vítimas do Ministério Público do Estado do Piauí (NAVI/MPPI) divulgou o Anuário NAVI 2025, um estudo que apresenta um diagnóstico detalhado sobre casos de violência grave acompanhados pelo órgão ao longo do ano passado.

O levantamento analisou 219 casos atendidos pelo núcleo e revelou um cenário preocupante: meninas e adolescentes são as principais vítimas de violência, especialmente de abusos sexuais cometidos dentro do ambiente familiar ou por pessoas próximas.

A pesquisa foi coordenada pela promotora de Justiça Itanieli Rotondo e reuniu informações extraídas do Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP), incluindo relatórios técnicos, boletins de ocorrência, notícias de fato e documentos produzidos pelas Promotorias de Justiça.

Meninas são maioria entre as vítimas

Os dados mostram uma forte desigualdade de gênero entre as vítimas atendidas pelo NAVI. Do total analisado, 83,6% (183 casos) envolvem pessoas do sexo feminino.

A faixa etária mais atingida está concentrada entre crianças e adolescentes:

Adolescentes de 12 a 17 anos: 46,6% dos casos (102 vítimas);

Crianças de 0 a 11 anos: 41,1% (90 vítimas);

Adultos com 18 anos ou mais: 12,3% (27 casos).

Os números reforçam a vulnerabilidade de meninas durante a infância e adolescência, principalmente em situações de violência praticada por pessoas do próprio convívio.

Abuso sexual é principal tipo de violência registrado


Entre os casos acompanhados pelo NAVI, o abuso sexual aparece como a forma de violência mais frequente. Ao todo, 174 vítimas, o equivalente a 79,5% da amostra, sofreram esse tipo de violação.

Nesse grupo estão casos relacionados a estupro de vulnerável, atos libidinosos, importunação sexual e outras situações de suspeita ou confirmação de abuso.

Outros tipos de violência identificados foram:

Violência física sem relação sexual: 6,8%;

Negligência ou abandono: 4,1%;

Violência psicológica ou ameaça: 3,2%;

Exposição sexual na internet: 2,3%.

Maioria dos casos ocorre dentro do ambiente familiar

Um dos principais alertas apresentados pelo anuário é que o ambiente doméstico, que deveria representar proteção, aparece como o principal cenário das violações.

A análise dos casos mostra que muitos agressores são pessoas próximas às vítimas, com vínculos familiares ou de confiança. Entre os principais responsáveis identificados estão:

Padrastos: 22,4% dos casos (49 registros);

Pais biológicos: 11,9% (26 casos);

Vizinhos e amigos da família: 11% (24 casos);

Tios: 8,7% (19 casos);

Avôs: 6,4% (14 casos).

O estudo também registrou a participação de outras crianças e adolescentes como autores de violência em 7,3% dos casos.

Segundo o NAVI, a presença frequente de agressores do círculo familiar evidencia a dificuldade de identificação e denúncia desse tipo de crime, que muitas vezes permanece escondido por medo, dependência ou vínculos afetivos.

Zona rural enfrenta desafios para denunciar

Embora a maioria dos casos analisados tenha origem na área urbana de Teresina (84,1%), o anuário também chama atenção para as vítimas da zona rural, que representam 15,9% dos registros.

O relatório aponta que moradores de áreas mais afastadas podem enfrentar dificuldades maiores para buscar ajuda, devido a problemas como distância, falta de transporte e limitações no acesso aos canais de denúncia.

Essas barreiras contribuem para a subnotificação da violência e dificultam o rompimento dos ciclos de abuso.

MPPI destaca prevenção e atendimento especializado

Diante dos dados apresentados, o NAVI/MPPI reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção e capacitação de profissionais das áreas de educação e saúde para identificar sinais de violência de forma mais rápida.

O núcleo também destaca a importância da escuta qualificada no atendimento às vítimas. Para isso, foi desenvolvido um Manual de Escuta Qualificada pelo setor de Psicologia do NAVI, com orientações para um atendimento humanizado e adequado, evitando a revitimização das pessoas atendidas.

O documento diferencia a escuta de acolhimento, a escuta especializada voltada à proteção e o depoimento especial, utilizado em procedimentos judiciais.

Como denunciar

Pessoas vítimas de violência ou que tenham conhecimento de situações de violação de direitos podem procurar atendimento junto ao NAVI/MPPI pelos seguintes canais:

Atendimento presencial: Casa da Cidadania — Rua Mato Grosso, nº 268, bairro Frei Serafim, Teresina.

Telefones: (86) 2222-8163 / (86) 2222-8868

WhatsApp: (86) 98152-7263

E-mail: navi@mppi.mp.br

Também é possível buscar atendimento por meio do Formulário de Atendimento à Vítima.

Clique aqui e acesse o Anuário Navi 2025.

Fonte portal R10