O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ICMS volta a incidir sobre a energia solar excedente gerada por consumidores que participam do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) no Piauí. A decisão suspendeu a liminar do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) que havia impedido a cobrança do imposto sobre o excedente de micro e minigeradores, incluindo residências. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou ao g1 que se manifestará formalmente assim que for oficialmente notificada.
O presidente em exercício do STF, Alexandre de Moraes, assinou a decisão monocrática em 30 de janeiro. O Partido Progressista (PP), que havia solicitado ao TJPI a suspensão da cobrança, ainda pode recorrer, levando o caso para análise do plenário do STF.
O recurso do Governo do Piauí alegava que a suspensão do ICMS sobre a energia excedente gerou perdas estimadas em R$ 31 milhões apenas em 2025, com impacto total de R$ 175 milhões, considerando a impossibilidade de cobrança de autos de infração. Segundo o governo, o imposto incide sobre os custos cobrados pelas concessionárias para manter o funcionamento da rede elétrica que atende aos consumidores.
O TJPI havia entendido, em outubro de 2025, que a energia excedente funcionaria como um “empréstimo gratuito” ao sistema de compensação, não configurando fato gerador para o ICMS. Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da suspensão, argumentando que o estado não poderia recorrer ao STF de forma extraordinária. Ainda assim, o ministro Alexandre de Moraes decidiu analisar o pedido do governo estadual.
O que diz a Sefaz-PI
A Secretaria da Fazenda do Piauí esclarece que não há cobrança de ICMS sobre a geração de energia solar por parte de consumidores residenciais ou empresariais. O imposto incide exclusivamente sobre os custos e serviços relacionados ao uso da rede elétrica, como transmissão e distribuição do sistema elétrico, pelo excedente de energia injetado na rede, conforme ocorre nos demais estados brasileiros.
Qualquer informação diferente do que foi esclarecido acima trata-se de mais uma fake news, que deve ser desmentida com a verdade dos fatos.
fonte www.portalr10.com






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