Suspeito era investigado por fraude no DETRAN do Piauí e recebi os policiais a tiros, matando um dos agentes
A Justiça do Maranhão negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Bruno Manoel Gomes Arcanjo, acusado de assassinar o policial civil Marcelo Soares da Costa, do DRACO, durante uma operação em Santa Luzia do Paruá. A decisão foi proferida em 19 de dezembro pelo desembargador Francisco Ronaldo Maciel Oliveira, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.
O crime ocorreu em 3 de setembro de 2024, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra Bruno Arcanjo, que era investigado por fraudes ao Detran do Piauí. Segundo a apuração, os policiais foram recebidos a tiros dentro da residência do suspeito. Armado com uma pistola calibre 9 mm, ele teria disparado várias vezes, atingindo Marcelo Soares, que não resistiu aos ferimentos.
No pedido de liberdade, a defesa alegou falta de requisitos para a prisão preventiva, ausência de prova segura da autoria, deficiência de fundamentação da decisão judicial e pediu a substituição da prisão por domiciliar. O relator, no entanto, considerou que o inquérito reúne provas da materialidade e indícios suficientes de autoria, além de destacar a gravidade do crime e o risco à ordem pública.
Na decisão, o desembargador ressaltou que ser réu primário, ter residência fixa ou bons antecedentes não impede a manutenção da prisão cautelar, quando presentes os fundamentos legais. Para ele, nenhuma outra medida seria suficiente para garantir o regular andamento do processo.
Bruno Arcanjo está preso desde o dia do crime. O policial Marcelo Soares da Costa foi sepultado com honras e recebeu promoção póstuma pela Polícia Civil do Piauí em reconhecimento aos serviços prestados.
Fonte: Portal AZ