sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Polícia prende suspeitos de latrocínio de comerciante de ouro em Teresina

Operação Caronte cumpre 6 prisões e 16 mandados após crime planejado e monitorado

As forças de segurança do Piauí deflagraram nesta sexta-feira (23) a Operação Caronte para prender suspeitos de envolvimento no latrocínio do comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, morto em janeiro, em Teresina. A ação cumpriu seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em três cidades.

Foto: SSP-PIPolícia prende suspeitos de latrocínio de comerciante de ouro em Teresina
Polícia prende suspeitos de latrocínio de comerciante de ouro em Teresina

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) mobilizou Polícias Civil e Militar para a Operação Caronte, inserida no escopo da Operação Ouro Sujo. Os mandados foram cumpridos em Teresina, Altos e Timon (MA), após investigação que apontou um crime planejado, com divisão clara de tarefas entre os envolvidos.

De acordo com o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o latrocínio teve motivação patrimonial e foi executado a partir de uma falsa negociação de ouro. A vítima, que atuava no comércio do metal, foi atraída por contatos insistentes relacionados à compra de cerca de 98 gramas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 40 mil.

As investigações indicam que G.R.S., conhecido como “GG”, foi o responsável por intermediar a negociação fictícia, mantendo contato constante com Edivan e monitorando seus deslocamentos até o local do encontro. No dia do crime, mensagens trocadas entre os envolvidos apontam acompanhamento em tempo real da movimentação da vítima.

Ao chegar ao local combinado, Edivan foi surpreendido e morto. Após o homicídio, os suspeitos levaram joias de ouro e retiraram um equipamento de armazenamento de imagens, numa tentativa de eliminar registros que pudessem auxiliar na identificação dos autores.

Segundo a Polícia Civil, A.S.F.J., o “Neurótico”, e E.S.C., o “Raimundinho”, integraram o núcleo operacional da execução. Já V.N.S. é apontado como responsável pelo apoio logístico, utilizando um veículo antes e depois da ação criminosa. A investigação também identificou indícios de monitoramento prévio da rotina da vítima, atribuído a L.B.N., conhecido como “Rei do Ouro”.

A fuga ocorreu com o uso do veículo da própria vítima, o que permitiu o avanço das diligências. O Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi decisivo para rastrear o trajeto do automóvel e reconstruir a rota utilizada pelos suspeitos.

De acordo com o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, a análise das imagens permitiu conectar os investigados à dinâmica do crime. O coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, afirmou que o caso é tratado como prioridade e que as equipes seguem atuando para responsabilizar todos os envolvidos.

As apurações também apontam que o grupo é suspeito de participação em roubos a residências em Altos e pode ter ligação com outros crimes patrimoniais graves. A operação contou com o apoio de diversas unidades especializadas das forças de segurança estaduais.

Fonte: www.portalaz.com.br// SSP-PI