Conforme o delegado, o homem apresentou contradições no seu depoimento, tendo em vista que primeiramente negou a prática sexual e depois afirmou que ocorreu de forma consensual.
O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (23) relatando detalhes sobre o caso de suposto estupro de uma servidora ocorrido dentro da Delegacia-Geral, em Teresina. Ele declarou que o servidor terceirizado, apontado como o principal suspeito, teria admitido o ato sexual, mas tentou culpar a vítima, alegando que teria sido consensual.
Luccy Keiko declarou que outra servidora relatou ter ouvido barulho vindo da sala em que a vítima e o suspeito estavam. Momento depois, ele saiu do local afirmando que a mulher estaria passando mal.

“Outra servidora já havia saído no horário de almoço e voltou para pegar um capacete que ela tinha esquecido. Quando ela ouviu umas pancadas, umas batidas, na frente da sala, onde se encontravam os dois, e ela achou estranho e ficou assustada. Quando ela já retornou com o capacete, o servidor que foi preso estava abrindo a porta, ela viu a vítima caída e [ele] disse: ‘olha, me ajuda aqui, ela está passando mal’”, afirmou.
Conforme o delegado, o homem apresentou contradições no seu depoimento sobre o fato, tendo em vista que primeiramente negou a prática sexual e depois afirmou que foi consensual. A informação foi contestada pelas autoridades diante das circunstâncias em que a servidora foi encontrada, com sangramento intenso e inconsciente.
“Nós tivemos contato com o hospital e foi confirmado que ela teria tido uma violação sexual. Nós então passamos a interrogá-lo de novo, de forma mais enfática, e ele já admitiu o ato, mas tentou culpar a vítima, alegando que teria sido consensual. Logicamente, nós não acreditamos nessa versão dele, pois quando a vítima foi encontrada havia muito sangue, com uma aparente luxação no punho e ela estava totalmente inconsciente. Ele não pediu uma ajuda imediata, então a conduta dele foi muito estranha”, explicou.
O delegado explicou ainda que o suspeito foi contratado em 2018 e trabalhava inicialmente no Instituto Médico Legal (IML), sendo remanejado para a sede da Delegacia-Geral. Luccy Keiko informou também que ele já foi preso anteriormente por acusação de homicídio em 2017 no caso de linchamento de um possível assaltante.
O terceirizado se encontra preso e o caso segue sob investigação que será conduzida por três delegadas do núcleo de feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
fonte www.viagora.com.br







