Capital foi a quinta com a maior alta no valor de alimentos básicos em dezembro
Teresina encerrou dezembro de 2025 entre as capitais brasileiras com maior aumento no custo da cesta básica, segundo levantamento do Dieese. A elevação de 1,39% no mês foi influenciada principalmente pelo encarecimento da carne bovina e da batata, itens essenciais da alimentação.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Conab, o preço médio da cesta básica subiu em 17 capitais brasileiras no último mês de 2025. Teresina aparece entre as cidades com variação positiva mais expressiva, ao lado de Maceió, Belo Horizonte, Salvador e Brasília.
Na capital piauiense, o aumento acompanhou uma tendência observada em grande parte do país, impulsionada principalmente pela elevação no preço da carne bovina de primeira. O produto registrou alta em 25 das 27 capitais pesquisadas. Segundo o Dieese, o movimento é resultado do aquecimento da demanda, tanto no mercado interno quanto no externo, aliado à oferta restrita.
Outro item que pressionou o custo da cesta foi a batata, que teve aumento de preço em praticamente todo o país. Em Teresina, a alta do produto seguiu o comportamento nacional, influenciado por fatores climáticos, como o excesso de chuvas, e pelo encerramento do período de colheita.
Apesar do avanço registrado no mês, o custo médio da cesta básica em Teresina permanece entre os mais baixos do país, característica comum às capitais do Nordeste, onde a composição dos produtos difere da adotada nas regiões Sul e Sudeste. Ainda assim, o aumento impacta diretamente o orçamento das famílias de baixa renda, para as quais a alimentação compromete parcela significativa dos rendimentos.
No cenário nacional, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país em dezembro, com valor médio de R$ 845,95. Com base nesse patamar, o Dieese estima que o salário-mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o salário-mínimo vigente.
Fonte:www.portalaz.com.br/ Com informações da Agência Brasil