Investigação identificou participação da companheira da vítima e da sogra no planejamento do crime; adolescentes também foram envolvidos e tiveram procedimentos instaurados.
A Polícia Civil do Piauí prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (15), três pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio de Antônio José Nascimento de Araújo, conhecido como “Tunico”, ocorrido na quarta-feira (14) em Joaquim Pires (PI). As prisões foram realizadas por equipes da Delegacia de Luzilândia (PI), com apoio da Polícia Militar e do Grupamento da Polícia Militar (GPM) de Joaquim Pires.
De acordo com as investigações, o crime foi caracterizado como homicídio qualificado, praticado mediante emboscada. A vítima foi morta por volta das 19h40 do dia 14 de janeiro, dentro da residência de uma das suspeitas, identificada pelas iniciais J.A.C.
A polícia apurou que F.M.A.C, companheira da vítima, havia relatado ter sido alvo de violência doméstica no fim de semana anterior ao crime e, após o episódio, teria se deslocado com os filhos para a casa da mãe. Segundo a investigação, ela simulou uma reconciliação e pediu que o companheiro fosse buscá-la no local.
Ao chegar à residência, a vítima teria sido surpreendida por um grupo formado por três adolescentes — cujas identidades foram preservadas — e por um homem identificado pelas iniciais G.S.N. Ainda conforme a apuração policial, o grupo entrou no imóvel e atacou Antônio José com golpes de facão, faca, pedaços de madeira e pedras.
Os três maiores de idade foram autuados em flagrante. Em relação aos adolescentes envolvidos, foi instaurado procedimento específico na Delegacia de Luzilândia, conforme prevê a legislação.
A investigação também levantou suspeitas após a companheira da vítima ser encontrada amarrada e amordaçada no local do crime. Para a polícia, a cena indicava uma possível tentativa de simular um assalto ou invasão.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Luzilândia, Erivando Mendonça, a equipe desconfiou desde o início da dinâmica apresentada no local. Ele afirmou que o histórico de conflitos familiares e relatos de ameaças contribuíram para o avanço rápido das investigações. Ainda de acordo com a Polícia Civil, após o crime, a mãe da companheira da vítima teria amarrado e amordaçado a própria filha para sustentar a versão de que homens encapuzados teriam cometido o homicídio.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso e apurar possíveis novas responsabilidades.
fonte revistaaz.com.br









