A Direção do Presídio Irmão Guido, em Teresina, negou nesta terça-feira (31/12) que o influenciador digital Thanis Killian tenha tido o cabelo cortado após ser preso por suspeita de assédio sexual em um shopping da capital. A informação passou a circular nas redes sociais acompanhada de uma imagem que mostraria o influenciador com o cabelo raspado, mas o material foi identificado como falso.
Segundo a administração da unidade prisional, Thanis segue detido no presídio e permanece na ala destinada a pessoas trans. A direção esclareceu ainda que não existe qualquer regra que determine o corte obrigatório de cabelo para pessoas trans no sistema penitenciário.
Em entrevista, o diretor do presídio, Ednaldo Moreira, confirmou que o procedimento não ocorreu. Um capitão que atua no sistema penitenciário também reforçou que pessoas trans e integrantes da comunidade LGBTI+ não são submetidas a corte de cabelo compulsório no Brasil, sendo apenas orientadas a manter os fios presos, quando necessário.
A fotografia que circulou nas redes sociais mostrando Thanis Killian com o cabelo curto foi analisada e identificada como imagem criada por inteligência artificial, utilizada para disseminar desinformação.
A direção do presídio destacou ainda que decisões judiciais e normas do sistema penitenciário brasileiro garantem, desde 2017, o direito de mulheres trans e travestis de não terem o cabelo cortado de forma compulsória, em respeito à dignidade humana e à identidade de gênero.
fonte 180graus.com