A investigação considerou os depoimentos dos servidores da unidade, de médicos que atenderam a vítima e familiares, além do exame toxicológico.
Nesta sexta-feira (27), a Polícia Civil do Piauí indiciou o trabalhador terceirizado identificado pelas iniciais J.F.B.F. pelos crimes de stalking (perseguição) e estupro qualificado praticados contra uma servidora dentro da Delegacia-Geral, localizada em Teresina.
Conforme o delegado-geral Luccy Keiko, a investigação considerou os depoimentos dos servidores da unidade, de médicos que atenderam a vítima e familiares, além do exame toxicológico, bem como das perícias de local do crime e sexológica.

O delegado explicou que a vítima ainda não foi ouvida, pois não se encontra em condições para tal procedimento. “Ela está muito sonolenta e não consegue falar duas frases seguidas. Ela responde a uma interação, fecha os olhos e não fala mais nada. Ela não consegue ter uma conversa linear, mas está tendo toda a atenção necessária”, explicou.
Durante coletiva de imprensa, a delegada do núcleo de feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nathália Figueiredo, afirmou que o crime de perseguição foi constatado a partir da extração de dados do celular da vítima. Foi averiguado que ele constantemente a importunava através de mensagens e, segundo relato da família, até mesmo pessoalmente.
“Esse caso foi dado a ele absoluta prioridade, a delegacia de feminicídio foi designada para apurar a possibilidade de tentativa de feminicídio. Nós realizamos uma série de diligências, ficou clara a prática do crime de estupro qualificado e, por meio da extração de dados do celular da vítima, nós conseguimos identificar quase que uma obsessão por parte dele, ele encaminhava diversas mensagens para a vítima, por isso houve o indiciamento pelo crime de stalking”, afirmou.
Luccy Keiko ressaltou ainda que o caso é lamentável e reacende a necessidade de averiguar os antecedentes criminais desses trabalhadores, por isso medidas mais eficazes de garantir a segurança da unidade têm sido adotadas a partir de determinação da Secretaria de Segurança do Estado.
“Nesse caso, ele foi contratado por uma empresa terceirizada que, em regra, deve pedir a certidão de antecedentes. Com esse fato ocorrido, todos têm que ter muito mais cuidado com isso e o secretário já baixou um ato para fazer toda essa verificação. Nós estamos vendo mais medidas de segurança orgânica, inclusive para a unidade”, disse o delegado.
fonte www.viagora.com.br