A Justiça do Piauí decidiu manter a interdição dos postos da Rede HD no estado, atendendo a um pedido do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). A decisão também determinou a continuidade do bloqueio dos ativos financeiros dos investigados.
De acordo com a promotora de JustiçaNayana da Paz, a medida tem como objetivo impedir a continuidade das atividades ilícitas. O MPPI também solicitou o levantamento do sigilo do processo, destacando a importância da transparência e da prestação de contas à sociedade.
A decisão está relacionada à Operação Carbono Oculto, que resultou na denúncia de 12 pessoas suspeitas de integrar um esquema criminoso com atuação no Piauí. Segundo as investigações, o grupo seria responsável por práticas como adulteração de combustíveis, fraudes no abastecimento, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Ainda conforme apurado, a organização teria ligação com oPrimeiro Comando da Capital(PCC), com atuação interestadual. As fraudes teriam ocorrido ao longo de quase uma década, entre 2016 e 2025, em postos vinculados ao grupo.
As irregularidades foram identificadas após fiscalizações realizadas por órgãos como o Instituto de Metrologia do Estado do Piauí, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Procon, após denúncias de consumidores que relataram prejuízos.
Além das fraudes, os investigados também são acusados de ocultar a origem dos recursos por meio de “laranjas” e da dissimulação de atividades empresariais.
Mesmo após decisões de primeira instância que haviam liberado o funcionamento dos postos e desbloqueado bens, o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça do Piauí, conseguindo a manutenção das medidas cautelares.
Na ação penal, o MPPI pede ainda a condenação dos denunciados ao pagamento de R$ 74,2 milhões por danos morais coletivos. O caso segue em análise pela Justiça.
fonte 180graus.com