Duplicatus II combate fraudes veiculares, receptação e crimes patrimoniais nas rodovias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu a Operação Duplicatus II com a recuperação de 49 veículos e a prisão de 15 pessoas durante ações realizadas entre os dias 5 e 10 de julho no Piauí e no Maranhão. A iniciativa integrou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e teve como foco o enfrentamento às fraudes veiculares, à receptação e a outros crimes patrimoniais praticados nas rodovias federais da região. Ao todo, foram registradas 53 ocorrências ao longo da operação.
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A operação resultou também na apreensão de aproximadamente 200 mil maços de cigarros contrabandeados e na constatação de dois crimes ambientais. As fiscalizações ocorreram em diversos municípios dos dois estados, reforçando o trabalho de inteligência e repressão qualificada desenvolvido pela PRF para desarticular organizações envolvidas em adulteração de veículos, receptação e outras práticas criminosas.
Outro destaque da Operação Duplicatus II foi a capacitação de 30 policiais no curso de Enfrentamento às Fraudes Veiculares (EFV). O treinamento buscou ampliar a especialização das equipes na identificação de adulterações em chassis, motores e demais elementos de identificação veicular, fortalecendo a atuação da corporação no combate a esse tipo de crime e aumentando a eficiência das abordagens realizadas nas rodovias federais.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os resultados reforçam a importância das ações integradas de fiscalização para reduzir os crimes patrimoniais e recuperar veículos roubados ou furtados que circulam de forma irregular. A corporação informou que continuará intensificando operações de combate às fraudes veiculares, buscando ampliar a segurança nas estradas e enfraquecer a atuação de grupos criminosos especializados nesse tipo de delito.
Acidente foi registrado em Água Branca e circunstâncias da batida serão investigadas
Uma colisão frontal envolvendo dois caminhões e um ônibus da Viação Porto Rico deixou ao menos uma pessoa ferida na tarde deste domingo (12), no km 440 da BR-343, no município de Água Branca, no Piauí. O acidente mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que foram acionadas para atender a ocorrência e realizar os primeiros levantamentos no local.
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De acordo com informações preliminares da PRF, o ônibus seguia em um itinerário que ainda não havia sido informado quando se envolveu na colisão com os dois veículos de carga. Até o momento, foi confirmada apenas uma vítima, mas o estado de saúde da pessoa ferida não havia sido divulgado pelas autoridades.
Após o impacto, equipes da Polícia Rodoviária Federal iniciaram o atendimento da ocorrência, realizando o controle do tráfego e a coleta de informações para esclarecer a dinâmica do acidente. A área recebeu sinalização para garantir a segurança dos motoristas que trafegavam pela rodovia enquanto os procedimentos eram executados.
As causas da colisão ainda serão investigadas pela PRF, que deverá apurar fatores como as condições da pista, a velocidade dos veículos e as circunstâncias que levaram ao choque frontal. Novas informações sobre o estado da vítima e os resultados da investigação deverão ser divulgadas após a conclusão dos trabalhos periciais
O transporte público de Teresina segue enfrentando problemas que afetam diretamente a rotina dos passageiros. Além da redução da frota e das longas esperas, moradores da zona Sul denunciam que diversos bairros ficam completamente sem ônibus aos finais de semana, especialmente aos domingos, o que obriga muitos a recorrer ao transporte por aplicativo ou a deixar de realizar compromissos.
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Levantamento do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário de Teresina (Sintetro) aponta que pelo menos 17 bairros da zona Sul são afetados: Bela Vista, Lourival Parente, Parque Piauí, Saci, Três Andares, Redenção, Parque Sul, Nova Alegria, Vamos Ver o Sol, Mário Covas, Santa Fé, São Pedro, Parque São João, Dagmar Mazza, Vila São Francisco, Promorar e Morada Nova. Moradores afirmam que a redução das linhas tem causado transtornos e aumento dos gastos com transporte.
Segundo o Sintetro, Teresina conta atualmente com cerca de 160 ônibus em circulação, enquanto a ordem de serviço da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) prevê pelo menos 213 veículos. O sindicato também aponta a redução da frota de vans do transporte alternativo e cobra maior fiscalização para garantir o cumprimento das linhas e ampliar a oferta de ônibus, especialmente aos finais de semana.
O serralheiro Márcio Francisco Martins Barbosa, conhecido como Márcio de Vavá, de 46 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (13/07) após sofrer um acidente de trabalho no município de Colônia do Piauí. Com informações doMural da Vila.
Segundo informações preliminares, Márcio executava um serviço em um andaime com cerca de quatro metros de altura quando perdeu o equilíbrio e caiu. Com o impacto da queda, ele bateu a cabeça no chão.
Morador do bairro Várzea, em Oeiras, a vítima era proprietária da Metalúrgica Bom Sucesso. Equipes de atendimento foram acionadas, mas Márcio morreu ainda no local. A Polícia Científica realizou a perícia para esclarecer as circunstâncias do acidente, e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
O vereador Natanael Vitor (MDB) voltou a cobrar providências para reforçar a segurança pública em Campo Largo do Piauí após mais um episódio de violência registrado no município. Em pronunciamento feito por vídeo, o parlamentar comentou um vídeo divulgado pelo prefeito Jairo Leitão, que também reivindica melhorias na área, mas criticou a postura adotada pelo gestor ao afirmar que não adiantaria enviar ofícios solicitando reforço na segurança.
Ao iniciar a fala, Natanael classificou o momento vivido pela cidade como preocupante.
"Mais um dia aterrorizante para nossa cidade. Onde estamos novamente sofrendo com violência muito grande."
O vereador afirmou que recebeu o vídeo gravado pelo prefeito e disse ter ficado satisfeito ao ver o gestor reivindicar melhorias pela primeira vez, mas considerou equivocada a declaração de que documentos oficiais não resolveriam o problema.
"Acabo de receber um vídeo do nosso gestor reivindicando pela primeira vez a questão da segurança, mas me senti tocado, me senti provocado quando ele disse que não iria fazer vídeo ou deixar ofício porque não adiantava. Ele foi infeliz na sua fala, porque não se tratava de um videozinho, tratava-se de um ofício para o bem do nosso povo."
Durante o pronunciamento, Natanael também elogiou a decisão anunciada pelo prefeito de reformar o Grupamento da Polícia Militar (GPM) da cidade e afirmou que sempre defendeu a união entre os representantes políticos para enfrentar o problema da violência.
"Que bom, prefeito, que você vai reformar o GPM da nossa cidade. E eu queria deixar um recado para todos os nossos amigos: quando eu dizia que cobrava, era exatamente o que ele está fazendo hoje, unir forças para solucionar os problemas da nossa cidade."
O vereador reforçou que a segurança pública deve estar acima de disputas partidárias.
"Sempre deixei claro que essa luta não tem lado político, não tem partido. Vou continuar cobrando até o final do meu mandato, porque essa foi a missão que me foi dada."
Natanael destacou que, ao longo do mandato, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento da segurança pública. Entre elas, a aprovação de um projeto de lei que trata da implantação de videomonitoramento no município.
O parlamentar também informou que esteve por três vezes com o comandante-geral da Polícia Militar do Piauí e encaminhou ofício ao secretário estadual de Segurança Pública solicitando medidas para reforçar o policiamento e ampliar a proteção da população de Campo Largo do Piauí.
Segundo o vereador, as cobranças feitas ao longo dos últimos meses sempre tiveram como objetivo buscar soluções concretas para reduzir a criminalidade e garantir mais tranquilidade aos moradores da cidade.
Gestor afirma que município enfrenta sequência de crimes, denuncia falta de policiamento e diz que delegacia está fechada há cerca de 90 dias.
Jairo Leitão, prefeito de Campo Largo do Piauí, fez um apelo público à Secretaria de Segurança Pública do Piauí por reforço no policiamento do município. Em um vídeo divulgado nas redes sociais nessa quinta-feira (9), o gestor afirmou que a cidade vive um cenário de insegurança em razão do aumento dos assaltos registrados nos últimos dias [vídeo no final do texto].
Segundo o prefeito, moradores têm sido vítimas frequentes de criminosos, que estariam praticando roubos de motocicletas e ameaçando a população. Durante o pronunciamento, ele classificou a situação como crítica e pediu providências urgentes das autoridades estaduais.
“Quero fazer um apelo, pedir até pelo amor de Deus, ao nosso secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí, que olhe para a cidade de Campo Largo do Piauí. Nós estamos vivendo um momento de puro inferno nessa região. Todos os dias cidadãos de bem estão sendo assaltados, tendo suas motos tomadas de assalto, ameaçados e ainda sendo chamados de vagabundos“, declarou.
O prefeito também afirmou que a delegacia do município está fechada há aproximadamente 90 dias e alegou que a ausência de uma estrutura adequada tem dificultado a permanência de policiais na cidade.
De acordo com o gestor, policiais relataram que a unidade não oferece condições mínimas para o trabalho, como espaço adequado para descanso e higiene. Diante disso, ele anunciou que a prefeitura irá realizar a reforma do prédio da delegacia, embora tenha ressaltado que a responsabilidade pela segurança pública é do Governo do Estado.
Durante o vídeo, o prefeito afirmou que não solicita uma operação temporária, mas sim a presença permanente de efetivo policial no município. “Segundo relato dos policiais, eles não vêm dar plantão em nossa cidade porque a delegacia está sem condições de dormirem e tomarem banho. Eu vou reformar a delegacia, mas peço, pelo amor de Deus, mande policiamento para nossa cidade. Não estou pedindo uma força-tarefa com 50 policiais para passar três ou quatro dias e ir embora. Estou pedindo que mande um policial, mas que fique todos os dias em nossa cidade. A gente não aguenta mais, porque ficam cobrando do município uma responsabilidade que não é do município“, afirmou.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública da Secretaria de Segurança Pública do Piauí sobre as declarações do prefeito nem sobre eventual reforço no policiamento de Campo Largo do Piauí.
Segundo a Polícia Civil, os registros eram uma “ostentação fabricada” usada para passar credibilidade a possíveis investidores.
O dono da DF Trader, empresa investigada por supostos golpes financeiros, costumava publicar fotos e vídeos em aeronaves para ostentar nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil do Piauí, o esquema movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos.
De acordo com as investigações, os registros publicados nas redes eram considerados uma “ostentação fabricada”, usada para transmitir credibilidade a possíveis investidores.
Nesta sexta-feira (10), uma operação realizada em Teresina prendeu 10 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema, incluindo o proprietário da empresa, Douglas Fonseca. Outras duas pessoas seguem foragidas.
A empresa é investigada por prometer altos rendimentos a investidores. De acordo com a polícia, as movimentações financeiras chamaram atenção durante as apurações e levaram à deflagração da operação.
De acordo com as investigações a empresa não tinha autorização para operar e os ganhos prometidos no mercado de capitais chegavam a 10% do valor investido mensalmente. Ainda segundo a polícia, para convencer o público-alvo a injetar dinheiro, o grupo divulgava que atuava há sete anos no ramo, mas os registros datam de dois anos.
DF Trader: dono da empresa tirava fotos em aeronaves para ostentar nas redes sociais, diz polícia (Foto: Reprodução)
“O modelo que eles utilizavam de arrecadação de valores das vítimas dava a entender […] que a aplicação diretamente, que o Grupo DF era um grupo financeiro, um grupo de aplicação, quando, na verdade, não era. Era uma empresa apenas para atrair as pessoas, não tinha validação junto à Comissão de Valores Mobiliários”, explicou o delegado Roni Silva.
De acordo com a Superintendência de Operações Integradas (SOI), as investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada. Os membros teriam utilizado fraudes eletrônicas para obtenção de vantagens ilícitas e mecanismos destinados à ocultação. Também teria ocorrido dissimulação dos valores obtidos com a prática criminosa.
Mais de 70 vítimas
O delegado Roni Silva destacou que somente em Teresina o número é de aproximadamente 70 vítimas. A expectativa da polícia é que o quantitativo aumente com a repercussão do caso.
“O número de vítimas nós ainda estamos mensurando. Nós acreditamos que o número ainda vai aumentar, e muito, a partir de agora, que as pessoas já estão sabendo das prisões. Poderia tratar facilmente, em Teresina, umas 70 vítimas”, afirmou.
Todos os presos serão submetidos à audiência de custódia neste sábado (11), quando o juiz de plantão decidirá pela manutenção da prisões ou pela soltura.
No Instagram, Douglas acumulava cerca de 360 mil seguidores até a publicação desta reportagem, Douglas ostentava uma rotina de alto padrão. Em suas postagens, compartilhava viagens para destinos como Nova York, nos Estados Unidos, e Gizé, no Egito, além de exibir veículos de luxo e acessórios de alto valor.
As vítimas denunciaram à polícia que a empresa deixou de repassar os valores prometidos pouco tempo depois. A defesa deles afirmou à TV Clube em junho deste ano que os investidores tentaram retirar os valores aplicados, mas não tiveram sucesso. Outro problema relatado foi a dificuldade em obter respostas da empresa.
Outro lado
À época, o proprietário da empresa, Douglas Fonseca, negou as acusações de irregularidade em entrevista à emissora. Ele afirmou também que nunca prometeu lucro fixo de 10% ao mês, como relatado por alguns investidores.
Por outro lado, Douglas admitiu que cerca de 26% dos valores aplicados ainda não haviam sido devolvidos. O processo, segundo ele, estaria ocorrendo de maneira gradual.
O governador Rafael Fonteles sancionou a Lei nº 9.050/2026, que entrou em vigor na última quinta-feira (09/07)…
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Os professores e demais profissionais da educação da rede estadual do Piauí passam a contar com novas medidas de proteção contra episódios de violência no ambiente escolar. O governador Rafael Fonteles sancionou a Lei nº 9.050/2026, que entrou em vigor na última quinta-feira (09/07) e estabelece protocolos para prevenção, registro e enfrentamento de casos de violência nas escolas.
Entre as principais medidas, a legislação determina que todas as unidades da rede estadual adotem o Protocolo Escolar de Prevenção e Enfrentamento da Violência (PEPEV), com regras para denúncias, acolhimento das vítimas, comunicação com as famílias e órgãos competentes e resposta às ocorrências. A norma também amplia o conceito de violência escolar, incluindo ameaças, assédio, exposição indevida de imagens, gravações sem autorização, perfis falsos, deepfakes e outras formas de agressão em ambientes digitais.
A nova lei ainda garante acolhimento prioritário, orientação psicossocial e apoio jurídico aos profissionais da educação vítimas de violência, além de proibir retaliações contra quem denunciar episódios de boa-fé. O texto também institui a Semana Estadual de Prevenção à Violência Escolar e Proteção ao Docente, a ser realizada anualmente na semana do Dia do Professor, com ações voltadas à promoção da cultura de paz nas escolas.
A Vara Única da Comarca de Barro Duro recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) contra um professor da rede municipal de ensino, acusado da prática dos crimes de assédio sexual majorado e importunação sexual.
De acordo com a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Barro Duro, o acusado teria se aproveitado da posição hierárquica e da autoridade exercida como professor da rede municipal para constranger alunas adolescentes com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual, além de praticar atos libidinosos contra as vítimas.
O promotor de Justiça Ari Martins, responsável pela denúncia, requereu a aplicação de medidas cautelares, diante da necessidade de garantir a regularidade da instrução processual tendo em vista a gravidade dos crimes imputados, as circunstâncias dos fatos e as condições pessoais do acusado.
Na decisão, o juiz de Direito José Sodré Ferreira Neto deferiu as medidas cautelares diversas da prisão requeridas pelo MPPI. Entre elas, determinou o comparecimento mensal do acusado em juízo, até o quinto dia útil de cada mês, para informar e justificar suas atividades; a proibição de manter contato, por qualquer meio, com as adolescentes e seus familiares, devendo permanecer a uma distância mínima de 200 metros das vítimas; a proibição de ausentar-se da comarca de sua residência por período superior a 30 dias sem prévia autorização judicial; e a suspensão do exercício da função pública de professor na rede municipal de ensino de Barro Duro e em qualquer outra instituição de ensino, pública ou privada, ficando também proibido de ingressar nas dependências de qualquer estabelecimento de ensino.
A decisão foi encaminhada à Secretaria Municipal de Educação de Barro Duro e à direção da unidade escolar para que adotem as providências administrativas necessárias ao imediato cumprimento da medida de suspensão do exercício da função pública imposta ao acusado.
fonte www.mppi.mp.br
Coordenadoria de Comunicação Social Ministério Público do Estado do Piauí - MPPI
De acordo com os órgãos ministeriais, a crise teve origem em divergências sobre os repasses financeiros previstos em convênio firmado entre a FMS e o Hospital São Marcos. Segundo a ação, uma decisão administrativa da Fundação alterou a forma de cálculo dos valores previstos no contrato, provocando redução nos recursos destinados à instituição.
MPPI e MPF acionam a Justiça para garantir atendimento oncológico no Hospital São Marcos pelo SUS
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Em razão da insuficiência financeira, o Hospital São Marcos informou ao Ministério Público a adoção de um Plano Institucional de Contingenciamento Assistencial. A medida levou à suspensão temporária de novos encaminhamentos de pacientes com determinados tipos de câncer para consultas e procedimentos oncológicos.
O MPPI e o MPF afirmam que, ao longo deste ano, promoveram diversas reuniões de mediação entre as partes envolvidas, mas não foi possível chegar a um acordo que solucionasse o impasse.
Na ação, os órgãos destacam que a situação compromete diretamente o atendimento aos pacientes do SUS. Isso porque o Hospital São Marcos é referência em oncologia no Piauí e o estado não dispõe de outro Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) com capacidade para absorver a demanda atualmente atendida pela unidade.
Além da discussão sobre o financiamento dos serviços, a ação também cita auditorias e procedimentos de acompanhamento realizados por órgãos de controle, que identificaram desafios relacionados à gestão, à transparência e à organização da assistência prestada.
Entre os pedidos apresentados à Justiça estão:
a concessão de tutela de urgência para assegurar a continuidade dos atendimentos oncológicos;
a realização de uma perícia para apurar os custos reais dos serviços;
a definição das responsabilidades financeiras da União, do Estado do Piauí e do Município de Teresina na manutenção da assistência aos pacientes do SUS e
a implementação de medidas estruturais de governança e monitoramento do cumprimento das decisões judiciais, com a participação de órgãos de controle, conselhos de saúde e representantes dos usuários.
Grupo de monitoramento
Na última quarta-feira (08), a procuradora-geral de Justiça do Piauí, Cláudia Seabra, instituiu o Grupo Emergencial de Monitoramento do Abastecimento de Fármacos do Hospital São Marcos para Pacientes Oncológicos do SUS.
O grupo foi criado para acompanhar, durante a vigência do plano de contingenciamento adotado pela unidade hospitalar, a disponibilidade de medicamentos oncológicos e demais insumos estratégicos. A iniciativa também busca promover a articulação entre os órgãos envolvidos e subsidiar a adoção de medidas necessárias para garantir a continuidade da assistência aos pacientes do SUS.
Hospital São Marcos afirma que precisa de mais de R$ 4 milhões por mês para retomar atendimentos oncológicos no Piauí: "Estamos há anos apelando"
O Hospital São Marcos, em Teresina, suspendeu desde a última sexta-feira (3) o recebimento de novos pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi anunciada pela direção da unidade, que alega grave crise financeira e afirma não ter recursos suficientes para manter a assistência oncológica com o atual modelo de financiamento.