Decisão aponta indícios de dolo e rejeita tese de crime culposo no trânsito
A Justiça do Piauí decidiu manter a prisão preventiva de Raimundo Nonato da Conceição Morais, investigado pela morte de três pessoas em um acidente ocorrido na zona Sul de Teresina. O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa foi negado após o entendimento de que há indícios consistentes de autoria e de que o caso não se trata de um simples acidente de trânsito, mas de um possível crime doloso contra a vida.
A defesa argumentou que o episódio deveria ser enquadrado como crime culposo, sem intenção de matar, além de destacar que o acusado é réu primário, possui residência fixa, trabalho lícito e filhos menores. Também alegou que não haveria elementos suficientes para justificar a prisão preventiva. No entanto, a Justiça considerou que as circunstâncias do caso indicam gravidade elevada e risco à ordem pública, o que sustenta a manutenção da medida cautelar.
De acordo com os autos, o acusado teria ingerido grande quantidade de álcool antes de conduzir um veículo de grande porte em alta velocidade, realizando manobras perigosas. Ainda segundo a investigação, ele avançou o sinal vermelho em um cruzamento movimentado e provocou uma colisão violenta, atingindo outros veículos e resultando em mortes e feridos graves. Testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento reforçam a versão de condução imprudente antes do impacto.
O acidente ocorreu no dia 1º de agosto de 2025, no cruzamento das avenidas Gil Martins e Barão de Castelo Branco. Três pessoas morreram na ocasião, além de outras vítimas que ficaram gravemente feridas. Após a colisão, o acusado deixou o local a pé e foi localizado dias depois na cidade de Caxias. O caso segue em tramitação, enquanto a Justiça mantém a prisão preventiva diante da gravidade dos fatos investigados.
Fonte:www.portalaz.com.br/ SSP-PI