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terça-feira, 26 de maio de 2026

Falsa advogada presa em operação no Piauí morre após passar mal no presídio

 A detenta era investigada suspeita de integrar um esquema de corrupção ligado ao Judiciário do Amazonas

A detenta Lucila Meireles Costa, investigada por suspeita de integrar um esquema de corrupção ligado ao Judiciário do Amazonas, morreu após ser hospitalizada no Piauí. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça do Piauí.

Foto: Divulgação/PCPILucila Meireles
Lucila Meireles

Ela estava custodiada na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim, em Teresina, desde fevereiro deste ano, quando foi presa durante a Operação Erga Omnes

Segundo informações repassadas pela Sejus, Lucila apresentava fragilidade emocional e vinha enfrentando dificuldades para se alimentar nos últimos dias. O quadro de saúde se agravou e ela precisou ser encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento na sexta-feira (26), mas não resistiu.

Suspeita era investigada por acesso ilegal a processos sigilosos

A prisão de Lucila ocorreu no Centro de Teresina durante uma ação da Diretoria de Operações Policiais (DEOP). Conforme a investigação, ela fingia atuar como advogada para conseguir acesso a informações restritas de processos judiciais no Amazonas.

As apurações fazem parte de uma investigação maior que mira uma organização suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Durante a operação, policiais apreenderam celulares, documentos, anotações e um token vinculado a uma advogada da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas. A suspeita é de que o dispositivo estivesse sendo utilizado indevidamente para acessar dados sigilosos.

Os investigadores apontam que o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos e dar suporte financeiro às atividades criminosas. A estimativa é de que cerca de R$ 70 milhões tenham circulado pelo esquema.

A análise de extratos bancários e dados obtidos em aparelhos celulares ajudou a polícia a identificar movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além da ligação entre integrantes da organização.

Fonte: www.portalaz.com.br/ Com informações da Sejus