Um caso que chocou moradores da zona rural de Angical do Piauí está sendo investigado após a morte de uma égua chamada Pantera, encontrada sem vida na manhã deste sábado (6/06), na comunidade Tanques. O animal, que pertencia a um adolescente de 13 anos, apresentava uma perfuração na região abdominal, levantando a suspeita de que tenha sido vítima de um ato criminoso.
Segundo relatos da família, o adolescente saiu de casa por volta das 10h40 para buscar a égua em um cercado próximo ao cemitério da comunidade, como fazia diariamente. Acompanhado de um amigo, ele iniciou as buscas pelo animal, mas não conseguiu localizá-lo de imediato.
Após alguns minutos de procura, o jovem encontrou Pantera caída em meio ao capim. Ao se aproximar, percebeu que ela já estava morta. A família afirma que o animal apresentava um ferimento perfurante, possivelmente provocado por um objeto cortante.
A cena provocou forte impacto emocional no adolescente, que mantinha uma relação de grande afeto com a égua. De acordo com a mãe do garoto, Maria dos Reis, ele entrou em desespero ao perceber a morte do animal.
“Ela era tudo para ele. Depois de várias crises, foi com a companhia dela que ele conseguiu melhorar. Era muito apegado ao animal”, relatou.
Ainda segundo a família, o adolescente sofre de ansiedade e depressão e encontrou em Pantera uma importante companheira para enfrentar os desafios emocionais. Ao encontrar o animal morto, ele passou mal e precisou ser encaminhado para atendimento médico.
O jovem recebeu medicação no hospital para controlar a crise emocional e segue bastante abalado com a perda. Familiares afirmam que ele ainda não conseguiu aceitar a morte da égua, que fazia parte de sua rotina diária.
O caso gerou revolta entre moradores da comunidade, principalmente pela suspeita de que a morte tenha sido provocada de forma intencional. Até o momento, não há informações sobre a autoria do fato.
A família informou que procurou a Polícia Civil e solicita que o caso seja investigado para que o responsável seja identificado e responda pelo ocorrido. A situação também reacende o debate sobre os maus-tratos contra animais, prática considerada crime pela legislação brasileira.
Além da busca por justiça, os familiares enfrentam agora o desafio de ajudar o adolescente a superar a perda. Diante do sofrimento do garoto, uma mobilização foi iniciada para arrecadar recursos com o objetivo de adquirir outro animal, na esperança de amenizar o impacto emocional causado pela morte de Pantera.
Enquanto aguardam respostas das autoridades, familiares e amigos tentam lidar com a ausência de um animal que, segundo eles, representava muito mais do que um meio de transporte ou criação. Para o adolescente, Pantera era uma companheira inseparável e parte fundamental de seu equilíbrio emocional.
Fonte: 180graus.com/ Canal 121
