
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por intermédio dos promotores de Justiça José William Pereira Luz, Rômulo Paulo Cordão e Liana Maria Melo Lages, esta última titular da 56ª Promotoria de Justiça de Teresina, ajuizou Ação Civil Pública Estrutural com pedido de tutela de urgência em face do Estado do Piauí e da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), para a adoção de medidas concretas para o enfrentamento do déficit de vagas e da superlotação do sistema prisional.
A iniciativa tem como foco assegurar as condições estruturais necessárias para a implementação eficiente da Central de Regulação de Vagas (CRVs) de Teresina, instrumento previsto no âmbito do Plano Pena Justa e orientado pela premissa de compatibilizar o número de pessoas privadas de liberdade com a capacidade efetiva das unidades prisionais.
Segundo o MPPI, a regulação de vagas representa um importante avanço na gestão penitenciária, mas a plena efetividade depende de uma infraestrutura adequada. Sem ampliação e planejamento da capacidade instalada, a limitação da ocupação das unidades prisionais pode comprometer a execução das políticas de segurança pública e a própria gestão do sistema penitenciário de Teresina com repercussão estadual.
A ação visa garantir que o Estado apresente diagnóstico técnico atualizado da situação prisional, planejamento de curto, médio e longo prazo, cronograma de investimentos e medidas voltadas à ampliação e adequação da rede penitenciária estadual.
Dados oficiais reunidos pelo Ministério Público apontam que o sistema prisional do Piauí convive há anos com déficit expressivo de vagas e elevados índices de ocupação, cenário que exige planejamento institucional permanente e soluções estruturantes. A ACP sustenta que o enfrentamento dessa realidade é essencial para assegurar o funcionamento adequado da futura Central de Regulação de Vagas e para permitir uma gestão prisional mais eficiente, racional e compatível com os parâmetros legais e constitucionais.
Entre os pedidos formulados na ação estão a apresentação de um plano emergencial de contingência, a elaboração de diagnóstico técnico atualizado do sistema penitenciário e a construção de um Plano Estrutural de Ampliação e Adequação do Sistema Prisional do Estado, acompanhado por mecanismos permanentes de monitoramento e fiscalização.
Para o Ministério Público do Piauí, a expansão planejada da infraestrutura prisional é uma condição indispensável para que a política de regulação de vagas alcance seus objetivos, contribuindo para maior eficiência administrativa, previsibilidade na gestão penitenciária e respeito às diretrizes estabelecidas para a execução penal no Brasil.
fonte www.mppi.mp.br
Coordenadoria de Comunicação Social
Ministério Público do Estado do Piauí - MPPI



