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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Polícia conclui inquérito e indicia suspeita de tentar levar bebê de maternidade em Teresina

 

Nova Maternidade Evangelina Rosa | Ascom governo do Piauí

A Polícia Civil do Estado do Piauí concluiu, na sexta-feira (17), o inquérito que investigou a tentativa de retirada de uma recém-nascida na maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina, ocorrida no dia 6 de julho.

O procedimento foi conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que indiciou a investigada, identificada pelas iniciais A. D. S. R., de 42 anos, pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da subtração de criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda.

A investigada permanece à disposição da Justiça, com a prisão preventiva mantida.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que a mulher, mesmo estando de folga, entrou na unidade hospitalar usando o uniforme da maternidade e teria informado aos familiares que levaria a recém-nascida para a realização de exames.

Após receber a criança, a suspeita teria colocado a bebê dentro de uma bolsa e tentado sair do local. A ação foi interrompida pela tia da recém-nascida, que percebeu a movimentação considerada suspeita e conseguiu localizar a criança.

Durante o inquérito, foram realizados depoimentos de testemunhas, análise das imagens do sistema de videomonitoramento da maternidade, diligências e coleta de provas técnicas e documentais.

A Polícia Civil informou ainda que, durante buscas na residência da investigada, foram encontrados objetos e um espaço preparado para receber uma criança, elementos que indicariam um possível planejamento da ação.

Outro ponto apontado pela investigação foi a análise de dados telemáticos e documentos médicos, que teria revelado que a mulher simulava uma gestação há meses, apesar de não estar grávida.

Com base no conjunto de provas reunidas, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime e encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário, com comunicação ao Ministério Público e à Defensoria Pública para as providências legais.

Fonte portal R10